Papa tem recordado impactos da pandemia sobre os trabalhadores mais desfavorecidos

Lisboa, 01 mai 2020 (Ecclesia) – A Igreja Católica celebra 1 de maio, desde 1955, a festa litúrgica de São José Operário, como forma de associar-se à comemoração mundial do Dia do Trabalhador.

Durante a audiência geral desta semana, que decorreu à porta fechada, com transmissão online, Francisco aludiu à celebração do 1.º de Maio, evocando “as pessoas atingidas pelo desemprego, por causa da atual pandemia”.

“Que o Senhor possa ser a Providência de todos os necessitados e encorajar-nos a ajudá-los”, disse.

Ainda esta semana, o Papa enviou uma mensagem a trabalhadores migrantes que foram vítimas de exploração em atividades agrícolas, na Itália.

O texto, enviado através do substituto da Secretaria de Estado do Vaticano, refere a proximidade de Francisco “aos muitos trabalhadores que, dentro da cadeia agroalimentar, estão a fazer um grande esforço, no meio de muitos riscos e dificuldades, para fornecer os alimentos necessários à comunidade”.

“O Papa recorda-os na oração, carregando no coração a dolorosa situação dos trabalhadores provenientes de vários países, que se veem relegados à margem da sociedade e sofrem condições inaceitáveis de exploração”, acrescenta o documento.

São José foi desde cedo apresentado pela Igreja Católica como símbolo e exemplo de pai e de trabalhador, tendo sido declarado patrono da Igreja universal em 1870, por Pio IX.

A celebração litúrgica de São José operário foi instituída no dia 1 de maio de 1955, pelo Papa Pio XII, diante de milhares de trabalhadores italianos: “Longe de despertar discórdia, ódios e violência, o 1º de Maio é e será um recorrente convite à sociedade moderna a realizar aquilo que ainda falta à paz social”.

OC

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