Arquidiocese de Braga vai enviar equipa de três voluntários para a missão de Ocua, em Moçambique
Braga, 16 julho 2020 (Ecclesia) – A coordenadora do Centro Missionário da Arquidiocese de Braga, Sara Poças, disse à Agência ECCLESIA que, apesar da pandemia e dos ataques violentos em Moçambique, vão continuar a estar presentes no país.
“Mesmo para nós é difícil de gerir mas num sítio que estava somos Igreja e somos missão e não quisemos deixar de ser presença num sitio que está a ser fustigado pela ausência dos missionários que foram forçados a sair do norte do país”, explica a responsável.
Sara Poças contou que a equipa do centro missionário “tem acompanhado de perto” a missão na paróquia de Ocua, em Moçambique, onde se encontra em missão o casal bracarense Rui Vieira e Susana Magalhães.
“Os voluntários têm esse feedback e fazemos questão de frisar essa realidade, não há propriamente perigo eminente perto mas isso afeta a diocese e o ambiente no país”, aponta.
Em formação estiveram sete voluntários, “que já tinham participado de formações em anos anteriores”, e que a coordenadora destaca a “persistência e amadurecimento da vontade de partir”.
Devido à pandemia esta formação “teve de ser alterada” e foi dada online retirando algumas mais valias para todos e até outros objetivos para o futuro.
“A partir de março teve de ser online, os voluntários estavam disponíveis para essa alteração e permitiu outras participações que não seriam possíveis se fosse presencialmente, como o caso de testemunhos; entretanto estamos já a pensar no próximo ano em que devemos incluir esta parte online na formação”, explica a coordenadora do Centro Missionário da Arquidiocese de Braga.
Neste tempo de formação os voluntários sentiram falta dos momentos de convívio, o que despertou naequipa formadora “a necessidade de almoços e jantares integrados no percurso de formação”, trazendo uma nova realidade de pensar a formação.
Este domingo é nomeada a equipa de três voluntários que vão ter a sua Missa de envio.
“A partir daí, tratamos do processo de visto e preparação, e logo que possível irão partir para Moçambique assim que abram as fronteiras”, afirma.
Sara Poças olha ainda o futuro do voluntariado missionário com um “receio geral” e um aumento de necessidades.
“A maioria dos grupos de voluntários não vão realizar os projetos este ano, por questões de segurança, e acho que vai dificultar o envio das pessoas, porque há receios embora haja o outro lado, se há dificuldades, há mais necessidades ainda nos sítios e contextos de missão, isso aumenta o desafio de estarmos disponíveis para responder a essas necessidades”, assume.
Esta entrevista é mote do programa de rádio ECCLESIA, do próximo domingo, pelas 06h00, na Antena 1 da rádio pública.
SN