José Luís Nunes Martins

A felicidade exige esforço. Obriga a que nos refaçamos depois de cada desgraça e que aproveitemos as oportunidades, em vez de ficar à espera de milagres.

Os infelizes juntam-se e consolam-se com a simples existência uns dos outros, cada um gosta de expor as suas sempre tremendas fatalidades. Claro que, no fim, os fados dos outros são sempre vistos como banalidades, o que leva cada um a juntar mais uma desgraça à sua lista pessoal: a incompreensão!

Depois há ainda quem se dê mal com o bem dos outros, é infeliz só porque há outros que não o são.

A maior parte das pessoas são infelizes apenas porque são ingratas. Não reconhecem tudo o que de bom lhes foi dado e o quanto já conquistaram. Mais e pior, desvalorizam todo o tempo que ainda têm ao seu dispor.

É um excelente exercício pensar em tudo o que temos e que podemos perder. Prepararmo-nos para a tragédia fortalece-nos o coração, passando a aproveitar melhor cada momento para escolher ser feliz a cada dia. Continuando o caminho, cuidando do que se tem, refazendo o que se partiu, sonhando, construindo e erguendo obras ainda maiores.

Na verdade, só podem acontecer grandes desgraças a vidas valiosas!

As dores e os sonhos apontam-nos quase sempre o mesmo caminho.

Ninguém é tão infeliz quanto julga, nem tão feliz quanto lhe é possível, apesar do mundo, dos outros e de si mesmo!

Luta pela felicidade, sem te preocupares se és feliz ou não. Por vezes, o impossível faz-se possível e acontece-nos. Alimenta a esperança para que te acorde e aponte para o que deves fazer, quando andares adormecido. Não te deixes embalar por fantasias.

Há muita gente que é mais feliz que nós, tendo muito menos. Não por ser idiota, mas por ter a sabedoria da felicidade, aquela que considera que devemos lutar todos os dias contra a nossa vontade íntima de ser infeliz.

A verdadeira alegria é uma escolha que implica sacrifício.

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