Viseu: Bispo assume preocupação com falta de vocações

D. António Luciano presidiu a celebração pelo Dia da Vida Consagrada

Foto: Diocese de Viseu

Viseu, 04 fev 2023 (Ecclesia) – O bispo de Viseu alertou para a falta de vocações de “especial consagração”, na Igreja, perante os participantes na Missa da festa litúrgica da Apresentação do Senhor, que celebra o Dia da Vida Consagrada.

“A Igreja precisa muito de vocações de especial consagração para realizar o seu projeto de vida, de evangelização e de serviço à comunidade eclesial, como expressão do amor salvífico e misericordioso de Deus”, referiu D. António Luciano, na celebração a que presidiu na última quinta-feira.

Numa homilia enviada hoje à Agência ECCLESIA, o responsável católico assumiu que “a falta de vocações de consagração na Igreja preocupa os responsáveis dos institutos de Vida Consagrada”.

“A crise de vocações na Igreja tem muito a ver com os problemas da sociedade atual que afetam a família, a diminuição da natalidade, o enfraquecimento e abandono da fé, a descristianização das paróquias e comunidades, o abandono da vida eclesial e da prática religiosa por parte de muitos jovens e adultos, que depois de frequentar a catequese, de celebrar o sacramento do crisma perderam o compromisso cristão e a ligação com a sua comunidade eclesial”, sustentou.

Para D. António Luciano, perante uma inversão da hierarquia de valores, está a ser colocada em causa “o próprio testemunho cristão”.

“Rezamos juntos pedindo a Deus o aumento das vocações de consagração na Igreja.  Este momento é o ponto alto deste dia do consagrado com a celebração da Eucaristia, onde somos chamados a fazer o verdadeiro encontro com Cristo, a comungar o seu Corpo, para depois levarmos a sua luz aos nossos irmãos que vivem mergulhados nas trevas do erro e da maldade”, acrescentou

A Diocese de Viseu conta cinco comunidades masculinas e sete femininas de Institutos Religiosos, três Institutos Seculares e a Ordem das Virgens.

D. António Luciano falou ainda dos jovens em caminhada para a JMJ, com as famílias de acolhimento, os animadores e voluntários, pedindo-lhes que sejam “dinamizadores das Jornadas Mundiais da Juventude” na diocese e em Lisboa, de 1 a 6 de agosto.

“Confiemos a nossa vida à proteção de Jesus, Maria e José e dos nossos Santos Fundadores e deixemo-nos animar pelo exemplo e testemunho dos santos profetas Simeão e Ana para realizarmos com alegria a missão de convidar muitos cristãos a ‘alargar a tenda’ em dinamismo missionário e caminho sinodal”, apontou.

OC

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