«Ninguém amanhã e segunda-feira vai sair para a Visita Pascal», lembrou D. Anacleto Oliveira

Viana do Castelo, 11 abr 2020 (Ecclesia) – O bispo de Viana do Castelo afirmou hoje na homilia da Vigília Pascal que purificação recomendada para evitar a propagação do novo corona vírus desafia também à libertação de “outros vírus” que podem “destruir a sociedade.

“São aqueles vírus que causam a dor, sofrimento, tantas frustrações, desilusões, que contaminam as relações entre as pessoas porque deixam de olhar com os olhos e o coração de quem ama e olham apenas de modo egoístico”, disse D. Anacleto.

O bispo de Viana lembrou as obrigações que decorrem do combate à pandemia covid-19 e do estado de emergência em curso, lembrou que “é pecado” sair de casa e disse que “ninguém vai sair” para fazer a “tão apreciada” Visita Pascal na diocese.

“Ninguém amanhã e segunda-feira vai sair, porque se sair está a contribuir, ainda que involuntariamente, para que outros se possam contaminar”, afirmou D.Anacleto Oliveita.

“Somos obrigados a renunciar a muitas coisas que gostaríamos de ter”, referiu.

Para o bispo de Viana do Castelo, as populações estão a ser “suficientemente informadas” e a “seguir as normas” que são impostas, que quis recordar durante a homilia pascal.

“É pecado nós sairmos de casa! É pecado encontrarmo-nos com outros, É pecado, por caprichos, desleixo ou leviandade, sairmos e podermos contagiar outras pessoas”, lembrou.

D. Anacleto Oliveira disse que, atualmente, é “deste pecado” que a Páscoa também quer libertar, para que o vírus deixe de “mortificar o mais depressa possível” e para que d “combate” liberte “doutros vírus”, “talvez ainda mais ou tanto como este vírus que afeta sobretudo o corpo”.

O bispo de Viana felicitou as mulher e os homens que “levam a sério” tudo o que é recomendado e que fazem com que “os vírus do pecado e da morte, no sentido pleno da palavra, se afastem”

O bispo lembrou que, seguindo as indicações das Santa Sé, a celebração da Vigília Pascal não começou com o rito do fogo e não foi realizada o rito da bênção e aspersão da água.

“Ainda bem”, afirmou D. Anacleto, porque “esse rito é mais do que um rito, quando se transforma num modo de viver”.

“Seremos, nesta celebração, purificados pela água e pelo fogo que nos limpam das impurezas, não apenas numa perspetiva material, mas também numa perspetiva espiritual, pois estes elementos destroem o vírus do pecado”, afirmou.

D. Anacleto concluiu referindo-se às razões para “cantar o Aleluia da Páscoa”, após o caminho da Quaresma, e afirmando a “esperança e sentido de vida nova” que é dado pelo o “mistério pascal”.

PR

Partilhar:
Share