D. José Ortiga, padre Eduardo Duque e jornalista Aura Miguel apresentaram reflexões no encontro
Fátima, 29 out 2026 (Ecclesia) – As Jornadas Marianas com Montfort reuniram, no passado fim de semana, nas Irmãs Concepcionistas, em Fátima, cerca de 300 participantes, em torno do tema “Com Maria, guardar a magnífica humanidade”.
De acordo com nota enviada à Agência ECCLESIA, os presentes conheceram melhor o papel de Maria na economia da salvação, partilharam e viveram a espiritualidade mariana de São Luís de Montfort.
O arcebispo emérito de Braga, D. José Ortiga, conduziu a primeira reflexão, lembrando a importância de trazer a Igreja para fora da igreja, apontando à comunicação, reflexão, oração e testemunho de fé.
“O Senhor como fez em Maria, também faz em nós! As nossas conversas não podem ser negativas e de lamento. O cristão deve testemunhar essas maravilhas!”, expressou.
O encontro contou com a participação do padre Eduardo Duque, que apresentou a 2ª e 3ª reflexões: “Com Maria, cuidar dos vínculos que tornam a humanidade mais humana” e “Com Maria, guardar a esperança no meio das feridas do nosso tempo”.
O sacerdote defendeu que se comunica mais, mas que isso não significa necessariamente criar comunhão, destacando também que o progresso material aumentou as oportunidades, mas não eliminou o isolamento.
Para o sociólogo, a proximidade física ou digital não garante, por si só, pertença e solidariedade, questionando a humanidade que se está a construir.
O padre Eduardo Duque realçou que a escolarização e a longevidade ampliaram as oportunidades de vida e que as famílias mais pequenas e a mobilidade geográfica transformaram as redes tradicionais de apoio.
Segundo o orador, o progresso técnico e económico só é verdadeiramente humano quando serve a dignidade da pessoa e o bem comum e cada geração é responsável pelos vínculos, pelos laços e pelas instituições que deixa à geração seguinte, indicando que é aqui que está a haver uma falha de transmissão.
Para o sacerdote, a geração do meio, os pais, também é responsável pelo atual “umbiguismo”, referindo-se à ideia de olhar para o próprio umbigo, associada à última geração.
“Depois da Anunciação, Maria não se fecha na sua experiência pessoal. O acolhimento de Deus transforma-se em disponibilidade para o encontro com Isabel. A fé torna-se proximidade, atenção e cuidado concreto. A experiência espiritual autêntica não nos afasta dos outros: conduz-nos ao encontro”, disse.
No domingo de manhã, a jornalista Aura Miguel abordou o tema “Com Maria, tornar a humanidade magnifica em missão”, realizando uma síntese da espiritualidade mariana dos últimos quatro Papas: João Paulo II, Bento XVI, Francisco e Leão XIV.
Promovidas pelos Missionários Monfortinos da Delegação Portuguesa, as jornadas terminaram com Eucaristia Dominical e a renovação da Consagração Monfortina de todos os participantes.
A próxima edição do encontro ficou marcada para 23 e 24 de outubro de 2027.
LJ/OC



