Diocese do Porto juntou jovens e Institutos Seculares de Vida Consagrada numa conversa sobre as vocações e o acolhimento Cresce a curiosidade sobre a vida consagrada. Jovens e menos jovens acompanham a vida dedicada ao apostolado ou exclusivamente à oração com curiosidade para perceber a doação diária dentro dos mosteiros de clausura ou a opção pelas pessoas nos demais espaços sociais. Por ocasião do dia da Vida Consagrada, o Secretariado da Pastoral Vocacional do Porto organizou um encontro entre os Institutos Seculares de Vida Consagrada e os jovens da diocese. Um encontro habitual, mas diferente na forma. À proposta habitual do Secretariado de contactar com uma comunidade de vida secular consagrada, mas, como explica o Pe. Jorge Madureira, “onde ficava pouco clara a variedade de formas de vida”, a diocese decidiu inovar e abriu o diálogo entre todos os consagrados seculares e os jovens, na Casa das Cooperadoras da Família. O Pe. Jorge Madureira, director do Secretariado da Pastoral Vocacional, explica à Agência ECCLESIA que os jovens tiveram oportunidade para conhecer Institutos Seculares de Vida Consagrada da diocese, nomeadamente “a sua forma de vida, forma de estar e a sua identidade”, numa conversa que versou sobre a vocação e o acolhimento. O Director do Secretariado da Pastoral das Vocações do Porto aponta uma “curiosidade por esta forma de vida na Igreja”, entre jovens e menos jovens, reconhecendo que a consagração secular é ainda “muito desconhecida porque também é relativamente recente na vida da Igreja”. Segundo o Código de Direito Canónico são Institutos Seculares de Vida Consagrada as congregações cujos membros (clérigos ou leigos), vivendo no século, se esforçam por atingir a perfeição da caridade e contribuir, sobretudo a partir de dentro, para a santificação do mundo. Os membros dos I.S. professam três conselhos evangélicos, mediante vínculos de forma a salvaguardar a secularidade própria do instituto, vivendo as condições ordinárias do mundo: a sós, ou em família ou em grupo de vida fraterna, segundo as constituições. Os membros clérigos podem incardinar-se na diocese ou no próprio instituto e dependem do bispo como os religiosos clérigos. O Pe. Jorge Madureira aponta uma vocação “moderna, com muito de novo” porque permite que a Igreja e a sua missão “chegue a todas as partes da sociedade”. A opção é “radical porque está ancorada numa consagração total”. A presença no meio de outras realidades, “traduzindo as características próprias desta vocação, tem uma força especial”, uma vez que a pessoa não deixa a sua realidade para viver a consagração. A presença consagrada “chega a espaços de confim, habitualmente considerados vetados à Igreja. Esta presença contraria essa ideia”. O Director do Secretariado da Pastoral das Vocações do Porto reconhece “um desconhecimento generalizado sobre a vida consagrada”. Circulam ideias feitas, mas falta um conhecimento sobre esta opção de vida “nas suas várias dimensões”. O contacto próximo confere “um equilíbrio às ideias feitas, mostra o interior das comunidades e convida ao conhecimento”. Estas são oportunidades necessárias. “Pelas experiências que se realizam, percebemos uma adesão crescente e uma curiosidade sobre as várias formas de consagração”. O caminho, aponta o Pe. Jorge Madureira, “é continuar a abrir portas e pedir às comunidades que acolham os pedidos de conhecimento” sobre a vida consagrada, quer as congregações apostólicas como também as contemplativas. “Este novo modelo é para ter continuidade”, assegura o responsável. Dando resposta a esta curiosidade, a diocese do Porto vai desenvolver uma iniciativa que pretende dar a conhecer a vida dos Mosteiros. Coincidindo com a Semana das Vocações, o Secretariado da Pastoral das Vocações organiza, de 1 a 3 de Maio, um encontro com a Vida Consagrada, “mais voltado para as congregações apostólicas”. Previsto está também, para 7 de Junho, um encontro com a vida contemplativa. Dia dedicado à vida contemplativa A Igreja em Portugal vai celebrar, a 7 de Junho, o dia de oração pela vida consagrada contemplativa. O objectivo é que “as pessoas se lembrem dos que rezam permanentemente”, explica o Pe. Jorge Madureira.

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