Iniciativa teve como objetivo «aperfeiçoar procedimentos» no âmbito do serviço prestado por aqueles profissionais nas celebrações católicas

Foto Diocese de Viana do Castelo

Arcos de Valdevez, 04 jul 2019 (Ecclesia) – O Secretariado de Liturgia da Diocese de Viana do Castelo promoveu neste início de julho uma formação específica para fotógrafos da região.

Em comunicado enviado hoje à Agência ECCLESIA, o gabinete de comunicação da Diocese de Viana do Castelo explica esta iniciativa com a necessidade de “aperfeiçoar procedimentos” de trabalho no âmbito do serviço prestado por estes profissionais à Igreja Católica local.

O responsável pelo Secretariado de Liturgia da Diocese de Viana do Castelo, o padre Tiago Rodrigues, admite que brevemente podem sair algumas “normas diretivas relacionadas com este serviço à Igreja”, pode ler-se.

A formação, que decorreu entre 1 e 3 de julho no Centro Paroquial de Arcos de Valdevez, contou com cerca de 50 participantes e teve como formadores o monsenhor Fernando Caldas, o padre Jorge Alves Barbosa e o padre Paulo Gomes.

Na sua exposição, o monsenhor Fernando Caldas realçou o “respeito” que os profissionais da imagem devem ter “pelas pessoas, pelos espaços e pela liturgia”, durante o desempenho das suas funções.

“Cristo comunica-se durante toda a celebração e a presença do fotógrafo não deve ser um ruído inconveniente”, salientou.

No segundo dia, o padre Jorge Alves Barbosa recorreu a um exemplo prático, da celebração de um matrimónio, para sublinhar aspetos que devem ser preparados com antecedência, com o sacerdote responsável.

Como a colocação dos equipamentos fixos ou a movimentação do próprio fotógrafo, ao longo da celebração.

“O elemento fundamental é o ritual. A liturgia precede a fotografia. O fotógrafo não deve ser o protagonista da celebração, tem que saber ser discreto”, frisou o formador.

Na conferência de encerramento da formação, o padre Paulo Gomes abordou o tema ‘Da técnica à celebração litúrgica’, para realçar que quem trabalha nesta área mais ligada à Igreja Católica e às celebrações deve perceber não só tudo o que envolve o seu trabalho, mas também as especificidades do meio onde está inserido.

“Dominar a técnica é fundamental para o profissional da fotografia, mas nos diferentes âmbitos de domínios que compõem a arte, exige-se um conhecimento mais vasto e eclético”, defendeu aquele responsável, que destacou a importância de entender “o sentido do sagrado, dos espaços onde se está, salvaguardando a dignidade e a santidade do sacramento.

A perda do sentido do sagrado tem levado a uma espetacularização das celebrações, tornando-as por vezes em verdadeiras feiras de “vaidades”, alertou.

Depois de cada uma das intervenções dos formadores, os participantes tiveram sempre oportunidade para deixarem as suas dúvidas ou reclamações.

Alguns dos formandos queixaram-se dizendo que “o seu serviço, em algumas igrejas, se torna muito difícil por falta de cooperação e compreensão dos responsáveis”, refere o gabinete de comunicação da Diocese de Viana do Castelo.

No final da formação promovida pelo Secretariado de Liturgia da Diocese de Viana do Castelo aos fotógrafos da região, em Arcos de Valdevez, cada formando recebeu um certificado de participação.

JCP

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