Testemunhos publicados no jornal diocesano sublinham marca deixada pelo falecido bispo na vida das comunidades

Lisboa, 21 set 2020 (Ecclesia) – O jornal diocesano ‘Notícias de Viana’ publicou online um conjunto de depoimentos sobre a figura de D. Anacleto Oliveira, falecido na última sexta-feira, destacando a marca deixada pelo bispo nas comunidades católicas.

“Saliento o seu olhar de esperança sobre o mundo e, particularmente, sobre o ser humano. Ainda no contexto da atual pandemia, quantas vezes, sem negar a dramaticidade da situação, nos pediu que continuássemos a ver as ‘oportunidades’ que este tempo nos podia e pode dar”, escreve o padre Renato Oliveira, antigo responsável pelo Secretariado Diocesano das Comunicações Sociais, atualmente a estudar em Roma.

“Era assim que D. Anacleto olhava para os acontecimentos e para as pessoas: sempre pronto a ver o seu lado bom, aquilo que aí havia de positivo”, acrescenta o sacerdote, num depoimento enviado à Agência ECCLESIA.

O bispo de Viana do Castelo morreu na sequência de um despiste de automóvel, na Autoestrada 2 (A2) perto de Almodôvar, que ocorreu ao fim da manhã de sexta-feira.; D. Anacleto Oliveira, de 74 anos, era o único ocupante da viatura.

Ricardo Sousa, diretor do Colégio do Minho, sublinha a respeito do falecido bispo o seu “jeito único” para os mais novos, falando de alguém “disponível, amigo, afável e fiel”.

“Amável. Próximo. Dialogante. Simples. Observador. Inteligente. Comunicador. Foram estas as características que pude ver no nosso Bispo, Dom Anacleto, na sua breve, mas fecunda, passagem pela paróquia de São Cosme e São Damião”, escreve, por sua vez, Francisco Fernandes, um jovem da diocese do Alto Minho.

Ricardo Oliveira, secretário da Paróquia de Monserrate, refere ao ‘Notícias de Viana’ que conheceu, em 2010, um bispo “entusiasmado e maravilhado com o que encontrava”, ao chegar à diocese.

“Obrigado Senhor Dom Anacleto Oliveira pelo testemunho de vida que nos deu. Estará sempre na minha vida e no seio da minha família”, escreve.

Flávio Gonçalves, seminarista do 5º ano de Teologia, fala numa “perda incalculável” para a Diocese de Viana do Castelo.

“É visível que é um duro golpe para todos os diocesanos perder um bispo desta maneira, principalmente por se tratar alguém tão próximo de todos. É um exemplo para todos, quer como pessoa, quer como pastor do rebanho do Senhor”, refere.

Carlos Miguelote, membro do movimento cursilhos de Cristandade, evoca um homem que deixou “profundas marcas” pela sua forma de ser e estar.

Já Catarina Soares, da Paróquia de Serreleis, recorda uma história vivida na Páscoa de 2018, quando a comunidade acolheu o bispo diocesano.

“Desde o primeiro minuto, D. Anacleto conquistou-nos. Casa a casa, porta a porta, fizemos o percurso. Sempre, mas sempre entrou em cada casa com um sorriso. Sempre, mas sempre, aceitou um copo de água. Sempre, mas sempre, se sentou e conversou com imensas pessoas. Sempre, mas sempre, se mostrou afável quando as pessoas queriam apresentar os seus familiares, mesmo em fotografias. D. Anacleto não tinha pressas”, relata.

A celebração exequial na Sé de Viana do Castelo está prevista, atualmente, para as 15h00 de terça-feira.

A diocese pede que “todas as manifestações de carinho decorram com a maior serenidade e responsabilidade”, no atual contexto de pandemia.

OC

Igreja/Portugal: Faleceu o bispo de Viana do Castelo

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