Administrador diocesano apelou à participação de todos os «crente ou não crentes, toda a gente, de todas as classes e situações»

Foto: Diocese de Viana do Castelo

Viana do Castelo, 17 out 2021 (Ecclesia) – O administrador diocesano de Viana do Castelo afirmou que todos, “todo o povo, crente ou não crente, toda a gente, de todas as classes e situações”, se devem sentir envolvidos na caminhada sinodal iniciada hoje.

“Convido, pois, todos os diocesanos, de boa vontade, para que se disponibilizem, nos tempos oportunos, a fim de abraçarem este Processo Sinodal em caminha renovadora, acolhendo e incluindo a todos em ambiente de festa (…) em busca de uma Igreja renovada e atualizada”, afirmou o monsenhor Sebastião Pires Ferreira na homilia, durante a celebração esta manhã, na Sé de Viana do Castelo.

“Todos são livres de expor as suas dúvidas e apresentar as suas declarações, sempre em busca da verdade”, sublinhou o o responsável, num comunicado enviado à Agência ECCLESIA.

As dioceses portuguesas assinalam, a partir deste domingo, a fase inicial de consulta e mobilização das comunidades católicas no processo sinodal convocado pelo Papa, que decorre até 2023.

A auscultação das Igrejas locais é uma etapa inédita, desenhada pelo Papa Francisco, que pediu a cada bispo que replicasse a celebração de abertura que decorreu no Vaticano, a 9 e 10 de outubro, com uma cerimónia diocesana.

O responsável recordou que a Igreja é “criticada” por se parecer com uma “organização civil e, sobretudo, como uma detentora de certo poder político”, mas indicou o exemplo de “Jesus no Evangelho”, e assim, o horizonte deve ser o diálogo e a escuta, sem procurar “primeiros lugares”.

O padre Sebastião Pires Ferreira indicou o processo sinodal como um tempo de reflexão, “onde todos farão a experiência de escutar e de falar uns com os outros, à e em Igreja”, onde ninguém pode ser “considerado simples figurante”, mas todos serão “protagonistas” sem descriminação de “certas vozes”.

O administrador diocesano alertou para o combate à adoração “das cinzas do passado”, à tentação de “resolver sempre tudo sozinho” e convidou ao “desconforto” para não deixar a Igreja “as realidade teológicas e litúrgicas”.

LS

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