Viana do Castelo, 28 nov 2013 (Ecclesia) – O bispo de Viana do Castelo pediu aos fiéis que testemunhem ação de Cristo, numa intervenção que marcou o encerramento do Ano da Fé no Coliseu de Viana.

D. Anacleto Oliveira retomou o tema do encontro e da expressão na vida do encontro de Cristo a partir da questão: “Quem é Cristo para ti?”

Mais do que respostas tiradas do catecismo, o prelado pediu situações de vida particularmente quando confrontado com “os momentos mais desafiantes do dia-a-dia”.

“Não te acomodes, mexe-te, partilha o que tens e recebe” incentivou o bispo de Viana do Castelo, numa homilia na qual destacou que quando a vida corre mal, na doença grave, na perda de alguém, “é Jesus que dá a mão e reforça a esperança que é ativa e redobra as forças”.

O bispo diocesano explicou que é verdade que nem sempre se consegue vencer e ser fiel mas “há alturas” em que se consegue, “com Jesus”.

“A minha vida é muito mais que a minha vida pessoal”, concluiu o prelado vianense na celebração onde pediu que Cristo esteja nas ações quotidianas de todos.

Na celebração, no Coliseu de Viana do Castelo também foram apresentadas as conclusões dos vários encontros de reflexão realizados ao longo do Ano da Fé nos dez arciprestados da diocese.

“Mais do que uma ‘nova abertura’” as comunidades cristãs consideram urgente recuperar, escolher e escutar as pessoas que, “por circunstâncias diversas, se afastaram ou viram afastadas da comunhão eclesial, procurando, através dum diálogo baseado na caridade, saber o porquê do seu afastamento, comportamentos e motivando-as para serem parte integrante da solução e construtores do ‘seu projeto de vida’ com a mensagem de Cristo”.

“Promover e dinamizar intercâmbio entre as comunidades paroquiais”, foi outra conclusão, revela o comunicado recebido hoje pela Agência ECCLESIA.

As conclusões assinalaram também que a dinâmica pastoral da Igreja “não deve ser seletiva nem segregadora mas solícita na caridade, no acolhimento e discernimento e sempre ‘construtora’ de soluções partilhadas”.

Das comunidades arciprestais de Viana chegou o apelo para que o “acolhimento” seja estruturado de forma a fazer “sentir que cada pessoa é útil, única e indispensável na Igreja”.

Para o Instituto Católico pediram um “maior e mais eficaz” dinamismo, aproximando-o das comunidades e diversificando a oferta formativa como: “oferta de cursos bíblicos”; revitalização da catequese para adultos; implementação da “Catequese Familiar”; promover e estimular a prática da oração individual e coletiva, com incidência na “liturgia das horas”.

Os católicos de Viana do Castelo pretendem que a Igreja crie “espaços de partilha e experiência religiosa”, que saia das “quatro paredes da igreja” organizando pastoralmente as comunidades numa “lógica de proximidade e testemunho ativo”.

Foi ainda pedido um “testemunho alegre” nos diversos âmbitos da sociedade e atenção à “intervenção nas redes sociais para divulgar a mensagem cristã e eventos paroquiais e diocesanos”.

CB/OC

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