D. José Trinidad Fernández diz que país precisa de «eleições livres»

Agência ECCLESIA/MC

Lisboa, 26 nov 2019 (Ecclesia) – O secretário-geral da Conferência Episcopal Venezuelana (CEV) disse à Agência ECCLESIA que o país precisa de “eleições livres”, para superar a atual crise política e social de forma pacífica.

“A situação não é nada fácil, é uma situação de crise humana, que se sente sobretudo nos mais pobres, nas pessoas mais desfavorecidas do país”, advertiu D. José Trinidad Fernández, em Lisboa, onde se encontra com uma delegação da comissão do secretariado permanente do episcopado venezuelano, a caminho de Roma.

O bispo auxiliar de Caracas denuncia que, por causa da falta de medicamentos, há doentes crónicos a morrer.

“São situações muito tristes, muito dolorosas, nas quais a Igreja Católica se torna presente”, para ajudar a população, indicou.

Graças à ajuda das várias conferências episcopais, entre elas a portuguesa, é possível que este sofrimento seja minorado”.

A ajuda chega à população através da Cáritas, sobretudo no campo da alimentação e da saúde.

“Esperemos que a ajuda humanitária continue a chegar à Venezuela e não desapareça da agenda dos vários governos do mundo”, apela o secretário-geral da CEV.

O responsável católico destaca o paradoxo de uma crise que atinge “um país imensamente rico, com uma população imensamente pobre”.

D. José Trinidad Fernández sublinha o “grande apoio” recebido pela CEV, por parte da Cáritas e da Conferência Episcopal Portuguesa, em particular para uma campanha em favor das crianças desnutridas; a crise tem-se revelado também na diminuição da frequência escolar.

O bispo auxiliar de Caracas está acompanhado por um grupo que integra o subsecretário para assuntos pastorais, padre Gerardo Salas; o padre José António da Conceição, do Departamento da Liturgia; Carmen Amelia Reis, do Departamento da Educação; Janeth Márquez, diretora da Cáritas Venezuela; e o padre Pedro Pablo Aguilar, diretor de Comunicação.

Os representantes católicos estiveram reunidos com a Cáritas Portuguesa, que expressou, em comunicado, “a sua solidariedade e disponibilidade para continuar a acompanhar os programas da Cáritas Venezuela, no apoio às diversas iniciativas em benefício dos mais pobres e frágeis”.

PR/OC

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