Casa em Roma tem acolhido membros do Instituto dos Padres de Schoenstatt

Roma, 19 mar 2026 (Ecclesia) – O padre Felipe Pérez, do Instituto dos Padres de Schoenstatt, destacou a importância da partilha interpessoal e cultural na sua experiência de residência no Pontifício Colégio Português, em Roma.
“A verdade é que a própria experiência demonstrou que tem sido uma riqueza mútua. Tanto para nós, que viemos da vida consagrada, e não da vida diocesana. Como para o próprio colégio, um enriquecimento mútuo da experiência”, refere o sacerdote chileno, em declarações à Agência ECCLESIA.
O entrevistado recorda a ligação histórica da sua congregação à instituição, sublinhando os benefícios da convivência entre estudantes diocesanos e membros da vida consagrada.
“O facto de ter outras pessoas com quem se partilha a vida e se vai partilhando a experiência enriquece muito a vivência total do tempo em Roma, que não é apenas um tempo de estudo”, observa.
É também um tempo para confraternizar, fazer amigos, conhecer outras experiências, crescer interiormente e espiritualmente e, nesse sentido, a dimensão comunitária, de ir construindo um lar, de nos tornarmos uma família, de fazer amigos de todas as partes do mundo, é verdadeiramente uma das coisas bonitas que este tempo nos oferece, esta experiência aqui no Colégio.”
A presença de sacerdotes de vários continentes proporciona uma visão abrangente da catolicidade.
“Sim, totalmente, acho que foi uma das coisas bonitas tanto na experiência no colégio como na universidade, ter colegas de todos os cantos do mundo, de culturas muito diversas, de outros ritos também, não só do rito latino mas também das Igrejas orientais, e isso é um sinal muito bonito”, indica o padre Felipe Pérez.
O sacerdote sustenta que o contacto com diferentes realidades geográficas promove uma compreensão mais ampla da missão eclesial.
“Muitas vezes, talvez olhemos para tudo a partir de Roma, mas é bonito mudar de perspetiva. Francisco ensinava que olhar a partir das periferias, olhar a partir de outros cantos, oferece sempre um ponto de vista bonito que nunca deixa de enriquecer”, acrescenta.
A concluir o seu percurso académico em Roma, Felipe Pérez elege o contacto humano como o principal legado destes anos.
“Acho que o mais importante que levo são as pessoas que conheci nestes anos. Este já é o meu quarto ano a viver aqui no colégio e, claramente, foi de muita aprendizagem tanto a nível intelectual como prático, o que, de qualquer forma, também é algo que me marcou”, afirma.
Em Roma,o intercâmbio de saberes com alunos de outras áreas teológicas consolida a preparação para o futuro pastoral.
“Isso enriquece sempre e acho que ajuda a que o que levo agora seja uma experiência global, integral e muito enriquecedora”, conclui o entrevistado.
O Pontifício Colégio Português foi fundado em 1900, no pontificado de Leão XIII, como resposta ao desejo dos bispos portugueses de oferecer ao clero uma formação sólida em Roma.
Atualmente, está ao serviço das dioceses nacionais, para a formação dos sacerdotes nas instituições de ensino da capital italiana, e acolhe também, há vários anos, residentes dos países lusófonos e outras partes do mundo.
OC
