«O abraço é universal e senti que tinha mesmo de o abraçar», disse a jovem de Lamego

Foto: Vatican News

Roma, 22 jun 2019 (Ecclesia) – O Papa Francisco recebeu hoje em audiência e cumprimentou cerca de 250 jovens que participaram no Fórum Internacional da Juventude, com a participação de três portugueses.

“Foi incrível abraçá-lo e não foi um abraço qualquer, foi um bem apertado; temos tanta coisa na cabeça que queremos dizer e queremos fazer que depois nada nos aparece. O abraço é universal e senti que tinha mesmo de o abraçar”, disse Catarina Duarte, do Departamento Diocesano da Pastoral Juvenil de Lamego, em declarações à Agência ECCLESIA.

O Papa Francisco cumprimentou individualmente os representantes de 110 países e de 40 movimentos e comunidades que participaram no XI Fórum Internacional da Juventude, inicafo na quarta-feira, que terminou hoje.

João Nuno, do Departamento Diocesano da Pastoril Juvenil do Porto, também esteve no encontro a representar Conferência Episcopal Portuguesa e conta que para além de um “aperto de mão” também deu um abraço a Francisco para “lhe mostrar que não caminha sozinho”.

“É o pastor da Igreja, sucessor de Pedro mas não caminha sozinho, os jovens do Porto e de Portugal estão com ele”, acrescentou.

Um abraço do Papa Francisco que Afonso Virtuoso, em representação do movimento Equipas Jovens de Nossa Senhora a nível internacional, também sentiu esta manhã juntamente com a “nervoseira geral” que antecedeu um momento que “foi muito bom”.

“Quando chegamos faltam as palavras e não há problema porque o sorriso substitui as palavras que faltam. Disse que estava muito contente por estar ali e podermos recebê-lo em Portugal”, contou o jovem, da Diocese de Lisboa.

Catarina Duarte revelou ainda que os jovens portugueses também deram ao Papa Francisco uma bandeira de Portugal, como “passagem de testemunho e pequeno lembrete” de que precisam “dele em 2022, em Portugal, neste caminho” até à Jornada Mundial da Juventude (JMJ).

“Ficou super surpreendido, perguntou se a bandeira era para ele. Dissemos que sim, ele agradeceu com o sorriso e olhar que estaria connosco e abençoou-nos como a todos os jovens”, recorda a jovem lamecense.

‘Os jovens em ação numa Igreja sinodal’ foi o tema do encontro internacional, dinamizado pelo Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida (Santa Sé), que procurou dar continuidade a dinâmica do Sínodo dedicado às novas gerações, de outubro de 2018.

“Acabamos por sentir que ainda há muito a fazer mas também temos a certeza que não estamos parados. É importante sabermos o que é que os outros pensam, como é que os outros vivem esta fé, este acolhimento que vem de Deus para podermos crescer e darmos mais aos jovens das nossas realidades”, referiu Catarina Duarte, para quem “ter tempo para parar, ouvir o outro”, e ser ouvida e “partilhar histórias é de um riqueza gigante”.

João Nuno, da Diocese do Porto, considera que os jovens “eram poucos consultados na realidade da Igreja” antes do Sínodo dos Bispos – ‘Os Jovens, a fé e o discernimento vocacional’, por isso é “muito importante” continuar essa reflexão.

“Foi bastante focado que os jovens são o agora e devemos ouvir os jovens que sabem o que os jovens querem. Não queremos dizer que os adultos não sabem, que as pessoas mais velhas não têm a sua importância na Igreja mas de facto é importante a Igreja fazer-se jovem através dos jovens. Por isso, este caminho pós-sinodal de caminhar ouvir a voz dos jovens é de extrema importância”, desenvolveu.

Afonso Virtuoso, das Equipas Jovens de Nossa Senhora, regressa a Lisboa com o pensamento que “ainda há muito caminho a fazer”, mas o fórum internacional “foi bom e uma discussão muito proveitosa”.

“No pré-sínodo pensamos, no sínodo decidiu-se e agora perceber como vamos implementar isto. Nestas coisas pensamos muito, refletimos muito, rezamos muito mas depois falta alguma ação e é essa também a juventude que é pedida à Igreja”, acrescentou.

Na audiência desta manhã, o Papa Francisco anunciou os temas para o itinerário de três anos das Jornadas Mundiais da Juventude, que culmina com a celebração internacional do evento em Lisboa, no verão de 2022, com o tema ‘Maria levantou-se e partiu apressadamente’ (Lc 1, 39).

“Estávamos os três portugueses juntos e levantamos logo a bandeira. O Papa apontou para nós e falou dos portugueses, todos os jovens começaram a bater palmas”, conta Catarina Dias, realçando que receberam “com grande alegria” o tema da JMJ 2022.

Para além dos três jovens de Portugal, a língua portuguesa ouviu-se também pelos participantes do Brasil, de Angola e Moçambique e de Timor-Leste e Macau, bem como por um dos representantes da Conferência Episcopal do Luxemburgo.

CB/OC

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