Missa na Casa de Santa Marta tem emissão através da internet, durante epidemia do novo coronavírus

Cidade do Vaticano, 11 mar 2020 (Ecclesia) – O Papa recordou hoje no Vaticano os reclusos afetados pela crise do Covid-19 e evocou os cristãos perseguidos em todo o mundo, em particular o caso da paquistanesa Asia Bibi.

Antes de dar início à celebração da Missa na Capela da Casa de Santa Marta, com emissão através da internet, durante epidemia do novo coronavírus, Francisco convidou a “rezar pelos doentes”.

“Hoje, de uma maneira especial, gostaria de rezar pelos reclusos, os nossos irmãos e irmãs presos. Eles sofrem e devemos estar próximos deles em oração, para que o Senhor possa ajudá-los, consolá-los neste momento difícil”, pediu o pontífice.

Após as medidas restritivas para travar a propagação do coronavírus na Itália, incluindo a suspensão de visitas, seis pessoas morreram durante um motim numa prisão e guardas foram feitos reféns noutro estabelecimento.

As mortes pelo novo coronavírus em Itália superam as 630, num total de 8514 pessoas contagiadas.

Na sua homilia, o Papa apresentou uma reflexão sobre Satanás e a luta entre o bem e o mal: “Pensemos nas perseguições de tantos santos, de tantos cristãos que não (apenas) os matam, mas também os fazem sofrer e tentam humilhá-los até o fim”.

“É assim até hoje, na Igreja. Pensemos em muitos cristãos, como são cruelmente perseguidos. Nestes dias, os jornais falavam de Asia Bibi: nove anos de prisão, sofrendo. É a fúria do diabo”, concluiu.

A cristã paquistanesa, que foi condenada à morte por alegada blasfémia, acabaria por ser libertada, após uma campanha internacional de pressão sobre as autoridades do país, que incluiu intervenções do Papa Francisco.

Asia Bibi goza do estatuto de refugiada no Canadá, até final de 2020.

OC

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