Audiência geral semanal concluiu ciclo temático dedicado ao discernimento

Foto EPA/Lusa

Cidade do Vaticano, 04 jan 2023 (Ecclesia) – O Papa Francisco afirmou hoje na audiência geral que Bento XVI foi “o grande mestre da catequese” e valorizou o seu “Pensamento perspicaz” e “não autorreferencial, mas eclesial”.

“O seu pensamento perspicaz e gentil não foi autorreferencial, mas eclesial, pois sempre quis acompanhar-nos ao encontro com Jesus. Jesus, o Crucificado Ressuscitado, o Vivente e o Senhor, foi a meta para a qual o Papa Bento nos conduziu, levando-nos pela mão”, afirmou o Papa.

Dirigindo-se aos peregrinos de língua alemã, o Papa Francisco recordou palavras de Bento XVI para afirmar que “quem crê jamais fica só e quem tem Deus como Pai tem muitos irmãos e irmãs”.

“Nestes dias experimentamos de modo particular quanto a comunidade de fé é universal e não termina, nem com a morte”, lembrou.

Antes de iniciar a catequese semanal, no encontro com os peregrinos, Francisco convidou os presentes na Aula Paulo VI a se unirem a todos os que prestam homenagem a Bento XVI, na Basílica Vaticana.

“Que ele nos ajude a redescobrir em Cristo a alegria de acreditar e a esperança de viver”, acrescentou Francisco.

Na catequese semanal, o Papa concluiu “o ciclo dedicado ao tema do discernimento”, referindo-se às “ajudas que podem e devem sustentá-lo”.

“Uma delas é o acompanhamento espiritual, importante sobretudo para o conhecimento de si que, como vimos, é uma condição indispensável para o discernimento”, começou por referir o Papa.

Francisco disse que é necessário que cada um se olhe ao espelho com ajuda de outra pessoa, porque “diz a verdade, se for verdadeiro”, e lembrou a importância de “não caminhar sozinho”, mas com quem possa partilhar a experiência de “filiação e de fraternidade”.

“Sem experiência de filiação e de fraternidade, o acompanhamento pode prestar-se a expetativas irreais, a equívocos e a formas de dependência que deixam a pessoa no estado infantil”, disse o Papa

“O discernimento é uma arte, uma arte que se pode aprender e que tem as suas próprias regras. Se for bem aprendido, ele permite viver a experiência espiritual de forma cada vez mais bonita e ordenada. O discernimento é sobretudo um dom de Deus, que deve ser sempre pedido, sem jamais presumir ser perito e autossuficiente”, concluiu o Papa.

Dirigindo-se aos peregrinos de língua portuguesa, o Papa Francisco convidou a partilhar a alegria e a paz” que nasce do presépio e desejou um “feliz ano novo”.

PR

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