Exéquias estão marcadas para dia 31, na Basílica de São Pedro

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Cidade do Vaticano, 28 mai 2022 (Ecclesia) – O Papa Francisco lamentou esta noite a morte do cardeal Angelo Sodano, que faleceu ontem aos 94 anos, no Hospital Columbus-Gemelli devido a uma pneumonia decorrente do contágio da Covid-19.

“O desaparecimento do cardeal Angelo Sodano, elevou na minha alma sentimentos de gratidão ao senhor pelo dom deste estimado homem da Igreja, que viveu o seu sacerdócio com generosidade, primeiro na diocese de Asti e depois, pela mais longa existência do seu serviço na Igreja da Santa Sé. Em cada dever mostrou ser um homem eclesialmente disciplinado, pastor amável, animado pelo desejo de divulgar o fermento do Evangelho por toda a parte”, pode ler-se no telegrama publicado pela Sala de imprensa da santa Sé.

O cardeal Sodano foi secretário de Estado de João Paulo II de 1991 a 2006 e decano do Colégio dos Cardeais de 2005 a 2019.

O Papa Francisco recordou o “trabalho solerte” junto dos seus predecessores, e as “representações pontifícias em Quito, Equador, Uruguai e Chile, dedicou-se ao bem dessas populações, promovendo o diálogo e a reconciliação”.

“Na Cúria Romana executou a sua missão com dedicação exemplar, e também eu beneficiei das suas habilidades da mente e do coração, especialmente durante o tempo em que exerceu funções de decano do Colégio cardinalício”, sublinhou.

A sala de imprensa informou que as exéquias terão lugar na terça-feira, 31 de maio de 2022, às 11h, no Altar da Cátedra da Basílica de São Pedro e que os serviços fúnebres serão presididos pelo cardeal Giovanni Battista Re, Decano do Colégio Cardinalício, juntamente com os cardeais, arcebispos e bispos.

No final da celebração eucarística, o Papa Francisco presidirá o rito de encomendação.

Ângelo Sodano nasceu em Isola de Asti, na região italiana do Piemonte, em 23 de novembro de 1927, e era o segundo de seis filhos, tendo realizado estudos filosóficos e teológicos no seminário episcopal de Asti, e recebeu dois diplomas em Roma: em Teologia, na Pontifícia Universidade Gregoriana, e em Direito Canónico, na Pontifícia Universidade Lateranense.

A 23 de setembro de 1950, Ângelo Sodano foi ordenado sacerdote na Catedral de Asti, onde lecionou Teologia Dogmática e fez apostolado entre os jovens estudantes.

Em 1959, Sodano foi convidado pelo cardeal Angelo dell’Acqua, para prestar serviço na Santa Sé, tendo frequentado a Pontifícia Academia Eclesiástica, e no fim foi destinado como secretário da Nunciatura no Equador, Uruguai e Chile.

Em 1968 regressou para Roma, onde, por uma década, prestou serviço no Conselho para os Assuntos Públicos da Igreja. Como membro das Missões da Santa Sé, visitou a Romênia, Hungria e Alemanha Oriental.

O Papa Paulo VI nomeou-o arcebispo e núncio Apostólico no Chile, em 30 de novembro de 1977, onde trabalhou durante 10 anos: visitou quase todas as dioceses e foi mediador da Santa Sé nas questões entre Chile e Argentina.

D. Angelo Sodano, foi representante da Santa Sé em várias reuniões internacionais, entre as quais a dos ministros do Exterior da Conferência sobre Segurança e Cooperação na Europa e em 1991, ao ser criado cardeal, tornou-se secretário de Estado.

Em 2002, foi eleito vice-decano do Colégio cardinalício, em 2005, participou no conclave que elegeu Bento XVI, que, por sua vez, o reconfirmou como secretário de Estado e o nomeou decano do Colégio cardinalício.

Ao renunciar ao cargo de secretário de Estado, foi substituído pelo cardeal Tarcisio Bertone.

Em 2019, o Papa Francisco aceitou a sua renúncia ao cargo de decano do Colégio cardinalício.

“Elevo a Deus, pai misericordioso, orações de sufrágio, para que o recebam na alegria eterna e manifesto a minha proximidade à família e comunidade de Astiga, a todos os que partilham a dor da sua partida, com um pensamento particular para as irmãs de Santa Maria, que amavelmente o assistiram”, finaliza o telegrama.

LS

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