Francisco alertou para «grito» da terra e dos pobres

Cidade do Vaticano, 08 mar 2019 (Ecclesia) – O Papa Francisco recebeu hoje em audiências os participantes da Conferência Internacional sobre as religiões e o desenvolvimento, que decorre até sábado no Vaticano, alertando para o “grito” da terra e dos pobres.

“As circunstâncias atuais requerem mudanças, porque a injustiça que faz chorar a terra e os pobres não é invencível”, sustentou, numa intervenção divulgada pela sala de imprensa da Santa Sé.

Francisco considerou necessária ouvir “todas as vozes, especialmente as que são normalmente marginalizadas”, quando se fala de sustentabilidade.

Comentando a Agenda 2030, aprovada em 2015 por 193 nações, o pontífice questionou uma noção de desenvolvimento que praticamente obriga a “explorar irracionalmente tanto a natureza quanto os seres humanos”.

O Papa pediu, por isso, “compromissos éticos, civis e políticos concretos” para um desenvolvimento que aconteça “com a irmã terra e não apesar dela”.

Se quisermos dar bases sólida ao trabalho da Agenda 2030, devemos rejeitar a tentação de procurar apenas uma resposta tecnológica aos desafios, temos de enfrentar as causas profundas e as consequências a longo prazo”.

A intervenção evocou ainda as populações indígenas, que ajudam a proteger a biodiversidade do planeta: “Num mundo fortemente secularizado, estas populações recordam a todos a sacralidade da nossa terra”.

A conferência internacional ‘As religiões e os objetivos do desenvolvimento sustentável: ouvir o grito da terra e dos pobres’ conta com a presença de especialistas e representantes de vários credos.

OC

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