Francisco diz que vida cristã exige coerência e critica atitudes de «hipocrisia»

Cidade do Vaticano, 18 ago 2019 (Ecclesia) – O Papa Francisco elogiou hoje no Vaticano os jovens que se dedicam a ações de voluntariado durante as férias, referindo que a vida cristã exige “coerência” e disponibilidade para “servir o próximo”.

“Penso com admiração em tantas comunidades e grupos de jovens que, também durante o verão, se dedicam a este serviço em favor dos doentes, pobres, pessoas com deficiência”, disse, desde a janela do apartamento pontifício, antes da recitação da oração do ângelus.

Perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, Francisco destacou a necessidade de “novas iniciativas de caridade” para responder às “novas necessidade que se perfilam no mundo”.

“Trata-se de não viver de forma hipócrita, mas estar dispostos a pagar o preço de escolhas coerentes – esta é a atitude que cada um de nós deve procurar na vida, coerência” com o Evangelho, precisou.

É bom dizer-se cristão, mas é preciso, sobretudo, ser cristão nas situações concretas, testemunhando o Evangelho que é, essencialmente, amor a Deus e aos próximos”.

Comentando a passagem evangélica que foi lido durante as celebrações dominicais nas comunidades católicas de todo o mundo, o Papa destacou que Jesus apresenta um tempo de “escolhas decisivas”, no qual “não se pode adiar a opção pelo Evangelho”, que supera qualquer “divisão entre indivíduos, categorias sociais, povos e nações”.

Francisco defendeu uma caridade “aberta a todos”, com uma única preferência, “pelos mais pobres e os excluídos”.

A intervenção questionou ainda os católicos que mantêm “práticas religiosas” contrárias à fé, como o recurso à cartomancia, por exemplo.

“Isto é superstição, não é de Deus”, sustentou o pontífice.

Após a oração, o Papa deixou uma saudação aos vários grupos presentes, incluindo escuteiros portugueses de Rio de Loba, despedindo-se com os tradicionais votos de “bom domingo” e “bom almoço”.

OC

Partilhar:
Share