Leão XIV recordou passagem de verão pelos mosteiros emm Subiaco e Monte Cassino, onde rezou e refletiu «sobre o silêncio e a paz»

Cidade do Vaticano, 12 set 2026 (Ecclesia) – O Papa Leão XIV afirmou o “grande sinal e um dom profético” das monjas e frades beneditinos para a sociedade, na audiência aos participantes do Simpósio ‘Communio Internationalis Benedictinarum’, este sábado, 12 de setembro, no Palácio Apostólico.
“Como monges e monjas de tantos países diferentes, os esforços que estão a fazer para se enraizarem cada vez mais profundamente em Cristo e para serem a sua testemunha viva e orante por toda a terra constituem um grande sinal e um dom profético”, disse o Papa, no discurso publicado na sala de imprensa da Santa Sé.
“Isto é especialmente necessário no nosso tempo, marcado por uma sede de vida autêntica, de comunhão e de paz”, realçou na Sala Clementina do Palácio Apostólico do Vaticano.
O Simpósio ‘Communio Internationalis Benedictinarum’ (CIB) nasceu como uma estrutura de ligação entre as diferentes congregações femininas da Família Beneditina, foi criado há 25 anos, em 2001, e reúne cerca de 13 mil religiosas que seguem a Regra de São Bento.
O Papa, sobre os 25 anos da CIB, destacou a importância do caminho de comunhão e coordenação iniciado pelo Papa Leão XIII e, posteriormente, incentivado pelo Concílio Vaticano II, afirmou que se trata de uma experiência de “sinodalidade espiritual que transforma a singularidade de cada pessoa em um tesouro para todos”.
“Esta viagem conjunta rumo ao futuro é ainda mais importante na medida em que visa experienciar e promover o carisma beneditino em todo o mundo através de uma sinodalidade espiritual especial que faz da singularidade de cada pessoa um tesouro para todos”, observou.
Para Leão XIV “é, de facto, louvável” que estejam empenhadas num projeto — em Roma e noutros locais, através de ferramentas digitais — que pretende oferecer “novas oportunidades de formação especificamente dedicadas às monjas beneditinas”.
O Papa agostiniano recordou as suas recentes visitas, “como peregrino”, aos mosteiros de São Bento e de Santa Escolástica em Subiaco e à abadia beneditina de Monte Cassino, lugares ligados à história de São Bento.
“Rezei nestes lugares que têm um significado tão profundo para todo o Povo de Deus e para a nossa história. Ao refletir sobre o silêncio e a paz destes santuários, e ao ver-vos aqui hoje, não posso deixar de me regozijar ao observar que — como diz o Evangelho — de uma pequena semente nasceu uma grande árvore (cf. Mt 13,31-32)”, desenvolveu.
Leão XIV recordou que o Papa Francisco ao falar de São Bento enfatizou a importância de “um coração expandido pela indizível doçura do amor”, no seu discurso aos Participantes do Quinto Congresso Mundial dos Oblatos Beneditinos (15 de setembro de 2023), e que São Paulo VI indicou-o, e aos seus discípulos, como aqueles que, através da oração, do estudo e do trabalho, “com a cruz, o livro e o arado”, difundiram “a civilização e […] os valores espirituais”, na Carta Apostólica Pacis Nuntius )24 de outubro de 1964).
O Papa, na audiência aos participantes do simpósio da ‘Communio Internationalis Benedictinarum’, agradeceu “por quem são e por tudo o que fazem”.
“Agradeço-lhes a oração, a presença humilde e silenciosa, a oferta diária e discreta das suas vidas e a orientação espiritual, a reflexão teológica e os valores comunitários que vivenciam e irradiam. Encorajo-vos a prosseguir o vosso consagrado compromisso com a comunhão”, acrescentou Leão XIV, concluindo o discurso com a sua bênção.
São Bento ou Benedetto da Norcia (480-547) nasceu na cidade italiana de Núrsia, em família nobre e cristã, destacou-se por uma vida consagrada a Deus e pela fundação da Ordem Beneditina, cujo lema é “Ora et labora”; foi proclamado ‘Padroeiro da Europa’ pelo Papa Paulo VI, em 1964.
CB


