Francisco associa-se a 5ª Conferência Global sobre a Erradicação do Trabalho Infantil, que decorre em Durban

Cidade do Vaticano, 17 mai 2022 (Ecclesia) – O Papa denunciou hoje a exploração de menores, numa mensagem dirigida aos participantes na 5ª Conferência Global sobre a Erradicação do Trabalho Infantil, que decorre em Durban, África do Sul.

“A pobreza é a mãe de toda a exploração. A miséria que acompanha a ausência de proteção dos direitos elementares é o abismo em que caem milhões de pessoas todos os anos, começando por aqueles que não se sabem defender”, escreve Francisco, numa intervenção divulgada pelo portal de notícias do Vaticano.

O texto evoca as crianças que se encontram a “lavrar os campos, trabalhar nas minas, percorrendo grandes distâncias para tirar água e realizando trabalhos que os impedem de frequentar a escola, sem falar do crime da prostituição infantil”.

O Papa pede que os responsáveis internacionais lutem contra estes fenómenos “de forma resoluta, conjunta e decidida”.

Dirigindo-se à Organização Internacional do Trabalho (OIT), Francisco intercede pelos “milhões de meninas e meninos” condenados “a uma vida de empobrecimento económico e cultural”.

A mensagem fala numa “tragédia” agravada nos últimos anos, “pelo impacto da crise global da saúde e pela difusão da pobreza extrema em muitas partes do mundo”.

Evocando as “mãos muito pequenas” obrigadas a fazer o que nenhuma criança deveria, o Papa pede um “compromisso maior” para combater “as causas estruturais da pobreza global e a desigualdade escandalosa que continua a existir entre os membros da família humana”.

As últimas estimativas globais divulgadas pela OIT e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em junho de 2021, indicam que 160 milhões de crianças no mundo ainda trabalham e, entre estas, 79 milhões foram encontrados a desenvolver trabalhos perigosos.

OC

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