Francisco assinalou ainda o Dia Mundial das Missões, com atenção especial aos jovens

Foto: Ricardo Perna/Família Cristã

Cidade do Vaticano, 21 out 2018 (Ecclesia) – O Papa Francisco associou-se hoje à iniciativa da Cáritas “Partilha a Viagem”, depois de uma caminhada em Roma promovida pela confederação internacional da organização católica, em defesa dos migrantes.

“Cumpristes uma breve peregrinação em Roma, para manifestar o desejo de caminhar juntos, aprendendo assim a conhecer-se melhor. Encorajo esta iniciativa de ‘partilhar o caminho’, que é proposta em muitas cidades e que pode transformar a nossa relação com os migrantes. Muito obrigado à Cáritas”, referiu, desde a janela do apartamento pontifício, após a oração do ângelus.

Os participantes na caminhada acompanharam a intervenção junto à Praça de São Pedro, com a presença de vários participantes no Sínodo dos Bispos, migrantes e do presidente da ‘Caritas Interationalis’, o cardeal Luís António Tagle.

O Papa Francisco recordou, ainda, a celebração do Dia Mundial das Missões, este ano com atenção particular aos jovens, num momento em que de corre uma assembleia do Sínodo dos Bispos dedicada às novas gerações.

Junto com os jovens: este é o caminho. E é a realidade que, graças a Deus, estamos a experimentar nestes dias do Sínodo que lhes é dedicado: ouvindo-os e envolvendo-os, descobrimos tantos testemunhos de jovens que encontraram em Jesus o sentido e a alegria da vida”.

Francisco destacou que, muitas vezes, os jovens iniciaram um caminho de fé graças a “outros jovens”, pedindo orações para que não faltem às novas gerações “o anúncio da fé e o chamamento a colaborar na missão da Igreja”.

“Penso em muitos cristãos, homens e mulheres, leigos, consagrados, sacerdotes, bispos, que gastaram e gastam ainda a sua vida longe da pátria, anunciando o Evangelho. Para eles, o nosso amor, a nossa gratidão e a nossa oração”, acrescentou.

O Papa recitou uma Avé-Maria por todos os missionários, com os peregrinos reunidos no Vaticano.

Na sua catequese dominical, o pontífice apresentou o caminho do serviço como “o antídoto mais eficaz contra a doença da busca dos primeiros lugares” e o remédio para “carreiristas”.

“Esta busca dos primeiros lugares contagia muitos contextos humanos e não poupa nem mesmo os cristãos, o povo de Deus, também a hierarquia eclesiástica”, assinalou.

Francisco pediu que os discípulos de Cristo acolham a mensagem do Evangelho “como um apelo à conversão, para testemunhar com coragem e generosidade uma Igreja que se inclina aos pés dos últimos, para servi-los com amor e simplicidade”.

OC

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