Nota do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral pede tratamento mais digno para marinheiros e pescadores

 

Roma, 11 jul 2021 (Ecclesia) – O Papa associou-se hoje à celebração do “domingo do mar”, falando no final da oração do ângelus, a que presidiu desde a varando do quarto onde está a recuperar de uma intervenção cirúrgica, no Hospital Gemelli, de Roma.

“Hoje celebra-se o domingo do mar, dedicado em particular aos marinheiros e aos que têm no mar a sua fonte de trabalho e sustento. Rezo por eles e exorto todos a tomar conta dos oceanos e dos mares

“Cuidemos da saúde dos mares. Nada de plásticos nos mares”, acrescentou.

O Vaticano divulgou uma mensagem para este “domingo do mar”, alertando para o impacto da pandemia nos profissionais do setor, afetados também pela pirataria e os naufrágios.

Uma nota do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral (Santa Sé) recorda que os navios “nunca deixaram de transportar de um porto para outro os equipamentos médicos e medicamentos essenciais para apoiar a luta contra a propagação do vírus”, durante a crise provocada pela Covid-19.

“Cerca de 90% do comércio mundial movimenta-se graças aos navios ou, mais precisamente, aos 1,7 milhões de marinheiros que trabalham neles”, acrescenta a nota.

O cardeal Peter Turkson, prefeito do dicastério, agradece à “gente do mar”, lamentando a “profunda contradição” presente no mundo da indústria marítima, “altamente globalizada”, mas atravessada pela fragmentação das regras sobre os direitos e a proteção dos trabalhadores.

O Vaticano defende uma política clara de vacinação às tripulações, realçando que cerca de 400 mil pessoas ficaram retidas no mar em setembro de 2020, permanecendo fora das suas casas por um período que chegou aos 18 meses.

Esta situação, indica a nota, gerou “isolamento, solidão, separação e ansiedade”, a que se somou “a incerteza com o próprio futuro”.

Os membros da tripulação, destaca o organismo da Santa Sé, são mais do que “força de trabalho” e devem ser respeitados, com “práticas de trabalho baseadas na dignidade humana e não no lucro”.

O Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral pede soluções duradouras para o “flagelo da pirataria” e o abandono dos navios e da tripulação

A mensagem conclui-se com um pensamento para os capelães e voluntários da Stella Maris (o antigo Apostolado do Mar) que, em tempos de pandemia, estiveram ao serviço dos marinheiros e pescadores, mostrando “o rosto atento da Igreja que acolhe e está próxima”.

OC

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