Francisco recorreu à conta oficial no Twitter

 

Cidade do Vaticano, 13 mai 2019 (Ecclesia) – O Papa Francisco assinalou hoje a celebração do 13 de maio com uma oração a Nossa Senhora de Fátima, divulgada através da sua conta oficial no Twitter.

“Maria, Virgem de Fátima, temos a certeza que cada um de nós é precioso aos teus olhos e que nada te é desconhecido de tudo o que habita os nossos corações. Guarda a nossa vida entre os teus braços, guia todos nós no caminho da santidade”, escreveu.

Já este domingo, o Papa tinha evocado as celebrações da primeira aparição da Virgem Maria na Cova da Iria, em 1917.

“Os nossos pensamentos vão para a nossa mãe celestial, que celebraremos amanhã, 13 de maio, com o nome de Nossa Senhora de Fátima. Confiamo-nos a ela, para continuar a nossa jornada com alegria e generosidade”, disse, desde a janela do apartamento pontifício, após a recitação da oração pascal do ‘Regina Coeli’, perante milhares de peregrinos.

O Papa esteve em Fátima nos dias 12 e 13 de maio de 2017, por ocasião do Centenário das Aparições, tendo presidido à canonização dos santos Francisco e Jacinta Marto, dois dos videntes da Cova da Iria.

Francisco tornou-se o quarto pontífice católico a visitar Portugal, depois de Paulo VI (1967), João Paulo II (1982, 1991 e 2000) e Bento XVI (2010).

As viagens internacionais dos Papas modernos são uma novidade que remonta à segunda metade do século XX, com o pontificado de Paulo VI (1897-1978).

Portugal entraria na rota dessas visitas apostólicas logo na quinta viagem deste pontífice italiano, a 13 de maio de 1967, por ocasião do 50.º aniversário das aparições marianas, reconhecidas pela Igreja Católica, na Cova da Iria.

Fátima seria a partir de então o principal motor das, até hoje, cinco viagens pontifícias, depois de já Pio XII, a 31 de outubro de 1942, ter consagrado o mundo ao Imaculado Coração de Maria, em plena II Guerra Mundial.

Paulo VI  quis vir pessoalmente a Fátima, como peregrino, a 13 de maio de 1967, tendo decidido que o avião que o transportou desde Roma aterrasse em Monte Real, ficando alojado na então Diocese de Leiria (hoje Leiria-Fátima); além da homilia na Missa do 13 de maio, no 50.º aniversário das Aparições, Paulo VI teve outras seis intervenções.

João Paulo II, que a 13 de maio de 1981 tinha sido atingido a tiro na Praça de São Pedro, num atentado contra a sua vida, veio à Cova da Iria um ano depois, agradecer publicamente a intercessão de Nossa Senhora de Fátima na sua recuperação.

Em maio de 1982, no aniversário desse primeiro atentado contra a sua vida, Karol Wojtyla (1920-2005) chegava a Fátima para “agradecer à Divina Providência neste lugar que a mãe de Deus parece ter escolhido de modo tão particular”; passou ainda por Lisboa, Vila Viçosa, Coimbra, Braga e Porto, ao longo de quatro dias (12-15 de maio), proferindo um total de 22 intervenções.

O Papa polaco voltou a Portugal nove anos depois: a 10 maio de 1991, João Paulo II celebrou Missa no Estádio do Restelo e viajaria depois para os Açores e Madeira, antes de centrar-se no Santuário de Fátima, nos dias 12 e 13 maio.

Durante quatro dias, São João Paulo II proferiu 12 intervenções e enviou ainda uma carta, desde a Cova da Iria, aos bispos católicos da Europa, que preparavam uma assembleia especial do Sínodo dos Bispos, dedicada ao Velho Continente.

A 12 e 13 maio de 2000, já com a saúde debilitada, João Paulo II regressou a Portugal, para presidir à beatificação dos pastorinhos Francisco e Jacinta Marto; proferiu um discurso à chegada, no aeroporto internacional de Lisboa, a homilia na Missa do 13 de maio e uma saudação aos doentes reunidos na Cova da Iria.

Na mesma ocasião deu-se o anúncio da publicação da terceira parte do chamado “Segredo de Fátima”.

João Paulo II cumpriu ainda uma escala técnica no Aeroporto de Lisboa (2 de março de 1983), a caminho da América Central, durante a qual proferiu um discurso em que apresentou Portugal como “Terra de Santa Maria”.

Bento XVI visitou Portugal de 11 a 14 de maio de 2010, para assinalar o décimo aniversário da beatificação de Francisco e Jacinta Marto, com passagens por Lisboa, Fátima e Porto.

Em Lisboa, com o Tejo ao fundo, reuniu milhares de pessoas numa Missa no Terreiro do Paço; já no Porto, nova multidão acorreu à Praça dos Aliados, para a celebração eucarística que concluiu uma viagem de quatro dias, com um total de 18 intervenções.

Em 2017, a visita de Francisco esteve centrada na Cova da Iria, onde a 13 de maio canonizou os dois mais jovens pastorinhos, Francisco e Jacinta Marto.

OC

Partilhar:
Share