Francisco evocou Dia Mundial dos Doentes de Lepra

Cidade do Vaticano, 31 jan 2021 (Ecclesia) – O Papa evocou hoje o Dia Mundial dos Doentes de Lepra, apelando à promoção de melhores cuidados de saúde em todo o mundo, em particular neste momento de pandemia.

“A pandemia confirmou como é importante tutelar o direito à saúde para as pessoas mais frágeis. Desejo que os responsáveis das nações unam esforços para tratar os doentes de Hansen e pela sua inclusão social”, declarou Francisco, no final da recitação do ângelus, com transmissão online desde a biblioteca do Palácio Apostólico do Vaticano.

“Manifesto a minha proximidade a quantos sofrem com esta doença e encorajo os missionários, profissionais de saúde, os voluntários que estão ao seu serviço”, acrescentou Francisco.

Em 2019, último ano de que existem registos, verificaram-se mais de 200 mil novos casos, centrados em três países: Índia (114 451), Brasil (27 863) e Indonésia (17 439).

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a Doença de Hansen afeta atualmente cerca de três milhões de pessoas.

O 68.º Dia Mundial dos Doentes de Lepra foi instituído pela ONU (Organização das Nações Unidas), em 1954, a pedido de Raoul Follereau, figura que o Papa evocou este domingo pela sua “obra humanitária”, que continua em instituições de diversos países, incluindo Portugal.

A Santa Sé divulgou uma nota para esta data, sublinhando que a lepra “é uma doença curável, mas derrotá-la implica mais do que uma simples luta no âmbito médico”.

O cardeal Turkson, prefeito do Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral, convida a “eliminar o estigma social” que acompanha a doença, a fim de reabilitar a pessoa de forma total.

O colaborador do Papa sublinha que é necessário considerar a “dimensão social e psicológica” de cada doente.

“A falta de inclusão social pode ter um impacto profundamente negativo na autoestima e na perspetiva de vida de uma pessoa, tornando-a, em última instância, vulnerável a doenças mentais”, adverte.

OC

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