Investigações descartaram qualquer relação com o desaparecimento de Emanuela Orlandi

Cidade do Vaticano, 30 abr 2020 (Ecclesia) – A Justiça do Vaticano determinou o arquivamento do caso que investigou os restos mortais encontrados no Campo Santo Teutónico, descartando qualquer relação com o desaparecimento de Emanuela Orlandi, em 1983.

A sala de imprensa da Santa Sé indica, em comunicado, que os restos mortais são “todos datados de uma época muito anterior” à do desaparecimento da jovem italiana.

O caso foi aberto no verão de 2019 com a denúncia dos familiares da jovem, que indicava uma sepultura do Campo Santo Teutónico, no interior do Estado da Cidade do Vaticano, alegando que a mesma seria o túmulo de Emanuela.

Apesar do encerramento, a Justiça do Vaticano deixa à família Orlandi a possibilidade “de proceder, de maneira privada, a outras verificações adicionais sobre alguns fragmentos já encontrados e protegidos, em recipientes selados”.

Em julho de 2019, a Sala de Imprensa da Santa Sé informou sobre o resultado das escavações, tanto dentro dos muros do Vaticano, como na sede da Nunciatura na Itália; nos mesmos não se encontrou “nenhuma estrutura óssea que remonte a um período posterior” ao final do século XIX.

As operações de antropologia forense foram acompanhadas por um perito, designado pela família Orlandi, e passaram pela análise morfológica de várias centenas de estruturas ósseas parcialmente intactas e milhares de fragmentos, com “características de datação muito antigas”.

O caso diz respeito à jovem italiana Emanuela Orlandi, vista pela última vez em 1983, então com 15 anos; a adolescente, filha de um funcionário da Santa Sé, desapareceu em circunstâncias que ainda estão por apurar.

OC

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