Instituição aposta na renovação da comunicação digital, para estar mais perto das comunidades de origem dos residentes
Roma, 19 mar 2026 (Ecclesia) – O reitor do Pontifício Colégio Português sublinhou a importância de preservar a identidade cultural nacional e assumiu os desafios diretivos da instituição, com 125 anos de presença em Roma.
“O 13 de maio é sempre significativo. E essa portugalidade, celebramo-la aqui na identidade litúrgica, naturalmente, tem a sua marca portuguesa, porque continuamos a celebrar em português”, disse à Agência ECCLESIA o padre António Estêvão Fernandes.
No âmbito das celebrações do 125.º aniversário do Colégio, celebrado em 2025, teve lugar uma reformulação da comunicação digital, procurando aproximar a vida da casa romana das comunidades de origem.
“Temos uma presença maior nas redes, com um novo site, com um logo que nos fala também da proximidade à Basílica, mas com a marca portuguesa”, precisou o reitor.
A estratégia de comunicação nas redes sociais visa partilhar o quotidiano vivenciado na capital italiana com os fiéis no país de origem.
Isso é muito bonito, que as pessoas do outro lado percebam que aqui também se celebra, se reza, se vive, se forma de maneira muito particular e de maneira muito concreta.”
O padre António Estêvão Fernandes destacou a vivência de datas marcantes e de costumes nacionais como um fator de identidade, partilhado e apreciado pelos residentes de outras nacionalidades.
“Até culturalmente falando, com o Magusto, por exemplo, essas pequenas tradições que são nossas, identitárias, mas que são apreciadas pelo resto do mundo aqui em casa”, relatou o sacerdote.





A instituição acolhe atualmente padres de seis nacionalidades, com destaque para a Coreia do Sul e Angola, além de Portugal, assumindo a missão de fomentar um espaço de comunhão “universal” a partir do coração da Igreja Católica.
O exercício do cargo de reitor envolve responsabilidades legais e logísticas constantes, agravadas em períodos de grande movimentação na capital italiana, como o último Jubileu, mas sublinha a proximidade à Praça de São Pedro.
“Quando há um grande acontecimento ali, nós estamos aqui ao lado, estamos praticamente nas barbas do Vaticano”, registou.
O entrevistado indicou que a superação das exigências diretivas é facilitada pelo apoio diário do grupo de sacerdotes que compõe a comunidade estudantil.
“Só posso dizer isso, porque tenho uma comunidade excelente, humanamente falando, sacerdotalmente falando”, afirmou.
A passagem do testemunho da Jornada Mundial da Juventude, de Lisboa (2023) para Seul (2027), ganha particular relevo no seio de uma comunidade que acolhe estudantes sul-coreanos, mobilizando os esforços da instituição romana.
“O Colégio, enquanto Colégio, irá à Jornada Mundial da Juventude na Coreia. E, portanto, estamos a preparar-nos para isso”, aponta o padre António Estêvão Fernandes.
O Pontifício Colégio Português foi fundado em 1900, no pontificado de Leão XIII, como resposta ao desejo dos bispos portugueses de oferecer ao clero uma formação sólida em Roma.
Atualmente, está ao serviço das dioceses nacionais, para a formação dos sacerdotes nas instituições de ensino da capital italiana, e acolhe também, há vários anos, residentes dos países lusófonos e outras partes do mundo.
OC
https://agencia.ecclesia.pt/portal/vaticano-igreja-colegio-portugues-afirma-se-como-espaco-intercultural-e-aberto-ao-mundo/

