Prefeito da Secretaria para a Comunicação da Santa Sé fala da «grande reforma» em curso no setor

Lisboa, 02 mar 2018 (Ecclesia) – O prefeito da Secretaria para a Comunicação da Santa Sé, monsenhor Dario Edoardo Viganò, disse hoje em Lisboa que o grande desafio para os responsáveis deste setor, no Vaticano, é colocar as pessoas no “meio” da história, para acompanharem o Papa.

“O Papa Francisco é um homem de grande tradição, mas tem a linguagem empática, imediata”, não-abstrata, com a capacidade de “contar histórias”, referiu o responsável, em entrevista à Renascença e Ecclesia.

“Isso permite, sobretudo quando [o Papa] conta histórias, que aqueles que escutam tomem o seu lugar na história, decida quem são na história que é contada”, acrescentou.

O homem do Papa para os media do Vaticano veio a Lisboa para apresentar o documentário sobre “O menor exército do Mundo”, a Guarda Suíça, no FESTin 2018.

A poucos dias do 5.º aniversário do pontificado (13 de março), monsenhor Viganò saúda um percurso que “deu muita força ao ensinamento tradicional da Igreja, por exemplo no tema da misericórdia”.

“Todos nós temos de dar graças a Deus por este pontificado que, na linha dos pontífices anteriores”, declarou.

A grande reforma do atual pontificado, acrescentou, é a do “estilo de ser Igreja”, numa perspetiva de serviço, deixando de lado aspetos “paraestatais”.

Para este responsável, Francisco tem um “dom” de grande comunicador e compete à Secretaria para a Comunicação colocar-se ao “serviço” deste dom.

Entre as prioridades do trabalho da Santa Sé nas media está “levar a mensagem do Papa à China” e ao mundo árabe, apresentando o portal multimédia ‘Vatican News’ nessas línguas.

“Com a mudanças das épocas históricas, mudam também as prioridades missionárias”, bem como “os caminhos que a Igreja é chamada a percorrer”, precisa monsenhor Viganó.

Monsenhor Dario Edoardo Viganò fez uma conferência no Cinema São Jorge, a convite da organização do Festival Itinerante de Língua Portuguesa (FESTin), sobre a “reforma da comunicação” no pontificado do Papa Francisco.

Uma reforma que segue a proposta de “Igreja em saída”, do Papa Francisco, e a transformação em curso na Cúria Romana, que “tem como critério primeiro o critério apostólico”.

O responsável destacou o trabalho de “convergência digital”, entre os vários media do Vaticano, tendo como preocupação, por indicação do Papa, evitar despedimentos, otimizando aspetos organizativos e económicos.

Documentários sobre o que é apresentado no FESTin 2018 visam apresentar a “riqueza histórica e artística” do pequeno Estado, que “é preciso contar”, mostrando também um lado humano.

“A qualidade de uma instituição é dada pela qualidade dos homens que nela trabalham”, conclui o prefeito da Secretaria para a Comunicação da Santa Sé.

OC

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