Vaticano critica tratamento dado às posições oficiais da Igreja

O jornal oficioso do Vaticano, “L´Osservatore Romano”, criticou duramente a maneira como a imprensa trata os documentos da Igreja e as palavras de João Paulo II Falando em “informações superficiais e rápidas”, o editor Angelo Marchesi assegura que os jornais e a televisão “resumem tudo em uma ou duas frases, quando não é possível reduzir a um «slogan» aquilo que a autoridade magistral da Igreja propõe, na sua doutrina e moral”. Estas críticas retomam as observações feitas pelo Papa, num encontro com os membros da Congregação para a Doutrina da Fé, a 6 de Fevereiro. Na altura, João Paulo II manifestou-se ainda preocupado com a “recepção dos documentos magisteriais”, que considera contaminada pelas “reacções imediatas e as interpretações dos meios de comunicação social”. O Papa recordou que as posições da hierarquia devem ser consideradas “palavras da autoridade, que fazem luz sobre uma verdade de Fé ou alguns aspectos da doutrina católica contestados ou desviados em algumas correntes de pensamento e acção”. Angelo Marchesi sugere às televisões e aos jornais que pesem bem as suas finalidades, quando abordam questões religiosas e morais, de modo a “ajudar realmente os seus telespectadores e leitores a construírem uma opinião”. Os órgãos de comunicação social “não devem chocar o cidadão, mas fazê-lo reflectir de maneira consciente e responsável”, defende.

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