Dia Mundial dos Leprosos celebra-se a 25 de Janeiro Em todo o mundo há um novo caso de lepra a cada minuto que passa. Os números da doença, em pleno século XXI, chegam aos 800 mil novos casos, em todos os anos, e aos actuais 10 milhões de leprosos. Estes são os dados que estarão presentes no próximo dia 25 de Janeiro, que assinala o 51º Dia Mundial dos Leprosos. Em Portugal a associação de solidariedade Mãos Unidas Pe. Damião definiu como lema da jornada “o nosso Euro 2004 é vencer a lepra”, com o objectivo de sensibilizar e motivar as populações para este problema. O Dia Mundial dos Leprosos, criado pela ONU em 1954, a pedido de Raoul Follereau, reconhece aos leprosos o direito ao tratamento e à integração na sociedade, dentro do quadro legal em que se move qualquer cidadão. A Associação Portuguesa dos amigos de Raoul Follerau (ver notícia relacionada) organiza no próximo Domingo o peditório nacional que se destina ao tratamento, cura, reabilitação e reinserção dos leprosos. A cura para a doença já existe e apenas a pobreza impede a sua erradicação. MENSAGEM DO VATICANO O responsável do Vaticano pela área da pastoral da saúde, cardeal Javier Lozano Barragán, lembra na sua mensagem para este dia que a Igreja Católica tem desempenhado um trabalho muito importante junto destes doentes. “O nosso esforço é o de curar os leprosos e fazer cair as barreiras psicológicas e sociais que se formam diante deles”, escreveu o presidente do Conselho Pontifício para a Pastoral da Saúde. Referindo-se ao plano da OMS para a cura da lepra, o cardeal lembra que a doença, quando diagnosticada num estádio precoce, pode ser debelada com um tratamento de seis meses. De acordo com este responsável, a pesquisa científica, a farmacologia, a melhoria das condições de higiene e da saúde na comunidade poderão, em conjunto, possibilitar a erradicação desta doença, “que acompanha há muitos anos a história da humanidade”. Notícias relacionadas • Perfil de Raoul Follereau

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