Paulo Rocha, Agência Ecclesia

Um abraço é um gesto para chegadas e partidas, de saudação ou de despedida, um selo de proximidade, amizade, comunhão. Ao terminar o ano, é com apreço que se dão abraços a 2019, a pessoas, momentos e acontecimentos, referindo nomes e sobretudo com factos que perduram na história e na vida.

Um abraço a quem liga povos e nações, causas globais e urgências locais, às lideranças internacionais que não esquecem o bem comum, procuram dar relevo ao palco onde se sentam os países do mundo, a ONU, desde o seu coordenador que, partindo de Portugal, aposta no desenvolvimento de todos os povos, na atenção aos refugiados,  nos alertas para a causa ecológica como condição do viver dos humanos, no diálogo entre religiões, culturas, etnias, para que a justiça seja geradora de paz.

Um abraço a quem representa todos os cidadãos de um país, nomeadamente Portugal, que preside à República e não se cansa de estender abraços com sinais de esperança e de confiança na capacidade de bem-fazer, de resistir aos contratempos e de projetar muitos amanhãs com resiliência, com capacidade de sonhar.

Um abraço a todos os cidadãos pela capacidade de reinventar o amanhã, de ultrapassar dificuldades no acesso aos cuidados de saúde, à justiça, à educação à organização da sociedade com transparência e verdade, a instituições religiosas sem fraquezas.

Um abraço à comunidade crente, que se expressa em várias confissões religiosas, e também àqueles que se mostram indiferentes diante da essencialidade da fé, no amanhã ou no eterno.

Um abraço à comunidade crente católica, nos dias de fragilidades e de glórias, às suas lideranças cada vez mais multifuncionais na atenção a cada um e a todos os grupos, na proposta de um horizonte de felicidade oferecido há dois mil anos.

Um abraço ao jornalismo, a quem o exerce todos os dias, com os artigos da deontologia por perto que permitem a um setor essencial das democracias permaneceram como os mediadores do que acontece com toda a sociedade, destacando o muito que ocorre de bom no quotidiano e denunciando quem atropela direitos naturais e humanos.

Um abraço a quem salvaguarda o desporto, tão essencial para a pessoa, a quem joga desportivamente e luta pela vitória pelo esforço e a honradez, distanciando-se de indústrias e negócios, de med
iatismos e jogos de bolso.

Um abraço à família, aos pais, ao cônjuge, aos filhos e aos amigos com quem familiarmente se constroem relações, porque é desse ambiente que tudo parte e é na paz e na verdade que aí reine que se projeta depois a mesma paz e verdade no trabalho, nos grupos sociais, também os que habitam o mundo digital.

E juntem-se muitos outros abraços a 2019, ao ano que passa! Tantos quantos os  acontecimentos que o marcam e o tornam memorável.

Eu junto um outro abraço, o que inspirou todos estes abraços, que permitiu redescobrir o valor de cada abraço, a generosidade de quem o oferece, a humildade de quem o repete e o alcance que provoca em quem o recebe: o abraço do Papa Francisco, que não se esquece e nos lança, desde já, para um abraço a 2020.

 

 

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