Sacerdotes são acusados de atividade “subversiva” e “guerrilheira

Foto: https://risu.ua/

Lisboa, 28 nov 2022 (Ecclesia) – Os bispos da Igreja Greco-Católica da Ucrânia (UGCC) pedem a “libertação imediata” dos dois sacerdotes detidos em Berdyansk, na região de Donetsk.

Em relação aos sacerdotes pendem acusações de atividade “subversiva” e “guerrilheira” dirigida contra representantes das tropas, localizadas na cidade de Berdyansk”, mas a “Igreja nega”, segundo a Renascença.

No comunicado da UGCC, os bispos exigem a libertação dos padres Ivan Levytsky e Bohdan Geleta e a garantia de que eles “possam continuar o seu serviço legal sem prejudicar as necessidades espirituais dos fiéis da Igreja Greco-Católica Ucraniana que vivem em Berdiansk”.

Os bispos sublinham que “nestes tempos difíceis para o nosso povo, em que assistimos a numerosas e dolorosas vítimas da guerra é com grande pesar e dor que recebemos a notícia do sequestro e prisão injustificada e ilegal de dois eclesiásticos”.

Em comunicado, os bispos dizem que se sentem “obrigados” a especificar que os dois padres exercem “o seu ministério sacerdotal” há mais de três anos na paróquia local, “proclamando a Palavra de Deus, que é paz para todas as pessoas”.

No documento lê-se ainda que, “no momento das buscas à igreja, à casa paroquial e a outras instalações paroquiais, os dois padres já estavam presos, isto é, eles não podiam de forma alguma controlar essas instalações ou as ações da Guarda Nacional Russa”.

“Eles não podem, portanto, assumir qualquer responsabilidade pelas supostas armas e munições encontradas”, defendem.

Os bispos sinalizam que a detenção dos dois padres é o resultado de “uma calúnia clara e uma falsa acusação”.

LFS

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