Desafio do Presidente da República no início dos trabalhos no II congresso da CNIS. O presidente da República, Jorge Sampaio reconhece o trabalho desenvolvido pelas IPSS – Instituições Particulares de Solidariedade Social e exorta-as a trabalhar em união com todas as entidades. Na abertura dos trabalhos do II Congresso da CNIS – Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade que decorrem até amanhã, em Fátima, perante cerca de dois mil e quinhentos participantes, Jorge Sampaio desafiou, por duas vezes, as IPSS a “trabalharem em parceria com o estado, autarquias, sindicatos, empresas e sub-forças morais” para resolver os problemas sociais. “Torna-se necessária a convergência das instituições que têm responsabilidades tanto no plano nacional como no plano local”, referiu. Enquanto estas parcerias não se desenvolverem por toda a parte “corremos o risco de não actuar nas causas dos problemas sociais e apenas de os enfrentar parcialmente”, apontou. Todas em conjunto (também com União das Misericórdias e Mutualidades) “intensificarão a consciência dos problemas sociais, congregarão esforços para as respectivas soluções e utilizarão recursos disponíveis em função dos objectivos a alcançar”. As instituições de acção social não poderão limitar-se aos seus utentes – afirmou o presidente da República – salientando que “é desejável que estejam sempre atentas às situações sociais não abrangidas por instituições nem por outras vias de solução”. As IPSS têm duas grandes tradições: cristã, até ao século XIX, laica, desde então. Na últimas décadas tem havido um processo de aproximação mútua, as IPSS têm hoje “identidades e objectivos que se consubstanciam na solidariedade ou na corresponsabilidade solidária”, frisou Jorge Sampaio disponibilizando-se para colaborar. Notícias relacionadas • CNIS avalia políticas sociais do Governo
