Cidade do Vaticano, 27 fev 2018 (Ecclesia) – O franciscano italiano Francesco Patton, responsável desde 2016 pela Custódia da Terra Santa, abordou em entrevista ao portal de notícias do Vaticano as divergências com as autoridades israelitas que levaram ao encerramento do Santo Sepulcro.

“Houve algumas ações que prejudicam os nossos interesses”, refere o religioso, em resposta à intenção de cobrar impostos sobre prédios eclesiásticos e de limitar os direitos de propriedade das Igrejas.

Três Igrejas – ortodoxa, arménia e católica – tomaram este domingo a decisão inédita de fechar o “Santuário mais importante da Cristianismo”, como forma de protesto.

Frei Patton assinala que, em cima da mesa, está a “a questão do pagamento de impostos sobre prédios das Igrejas, com valor retroativo”.

“Trata-se de uma exigência que não considera o facto de não trabalharmos para obter lucro, mas para oferecer também serviços de tipo social, que inclusive aliviam despesas da própria autarquia”, refere.

Em causa está ainda uma proposta de lei israelita que, segundo os responsáveis cristãos, vai contra os seus direitos de propriedade em Jerusalém.

O presidente da câmara de Jerusalém, Nir Barkat, anunciou em comunicado que a cidade conta recuperar impostos em atraso num valor de 650 milhões de shekels (152 milhões de euros) sobre propriedades como “hotéis, salas de reuniões e lojas”.

OC

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