Suécia premeia arcebispo católico que salvou judeus da perseguição nazi

O arcebispo italiano Gennaro Verolino foi a personalidade escolhida pelo governo sueco para receber o prémio “Per Anger”, instituído este ano pela Suécia em memória desse embaixador , secretário da embaixada sueca em Budapeste nos anos em que a cidade esteve ocupada pelo exército alemão durante a II Guerra Mundial. A Santa Sé, em comunicado de imprensa divulgado hoje, anunciou que a cerimónia terá lugar amanhã, no Instituto Sueco de Estudos Clássicos de Roma, na presença do primeiro-ministro sueco, Goran Persson, e do Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Angelo Sodano. O prémio, destinado a personalidades que promovem os valores humanos e democráticos, reconhece o labor do arcebispo Verolino, que em 1944 era secretário na Nunciatura Apostólica de Budapeste onde se dedicou a salvar a vida dos judeus húngaros ameaçados pelo nazismo. Os promotores da distinção realçam o seu “compromisso desinteressado e o espírito heróico que lhe permitiram salvar muitos judeus durante a ocupação alemã da Hungria”. Originário de Nápoles, onde nasceu em 1906, Gennaro Verolino foi ordenado sacerdote com 22 anos. Durante a II Guerra Mundial, como secretário da Nunciatura Apostólica em Budapeste, outorgou documentos falsos para tentar salvar judeus húngaros. Passada a guerra, iniciou uma longa carreira diplomática a serviço do Vaticano. Retirou-se em 1986, com a idade de 79 anos. Actualmente vive em Roma e é núncio apostólico emérito.

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