Francisco surpreendeu os presentes ao terminar o encontro beijando os pés dos líderes políticos

Foto VaticanNews

Cidade do Vaticano, 11 abr 2019 (Ecclesia) – O Papa Francisco afirmou hoje no encerramento do retiro dos líderes do Sudão do Sul, no Vaticano, que é necessário que “a guerra se apague de uma vez por todas”, confiando aos responsáveis políticos e religiosos esse objetivo.

“Imploro que o fogo da guerra se apague de uma vez por todas, que possam voltar para vossas casas e viver em serenidade. Suplico ao Deus Todo-Poderoso que a paz chegue à vossa terra e dirijo-me também aos homens de boa vontade para que a paz chegue ao vosso povo”, afirmou o Papa na Casa de Santa Marta, no Vaticano.

Esta quarta e quinta-feira decorreu no Vaticano um retiro espiritual dirigido aos líderes civis e religiosos do Sul do Sudão, um país independente desde julho de 2011 e em guerra civil desde 2013, tendo o Papa reafirmado hoje o desejo de o visitar.

Francisco recordou que Deus confiou aos líderes políticos e religiosos a “tarefa de ser guias de seu povo” e, tendo confiado muito, “justamente por isso cobrará muito mais” de cada um

“Pedirá contas do nosso serviço e da nossa administração, do nosso compromisso em favor da paz e do bem realizado para o bem das nossas comunidades, em particular dos mais necessitados e marginalizados. Por outras palavras, pedirá contas da nossa vida, mas também da vida dos outros”, afirmou o Papa.

Francisco recordou que a finalidade do retino, no Vaticano, não era um “encontro bilateral”, diplomático ou ecuménico, mas uma oportunidade de “estar juntos diante de Deus e discernir a sua vontade”.

A realização deste encontro foi para “refletir sobre a própria vida e sobre a missão comum” dos lideres religiosos e civis do Sudão do Sul, para todos ganharem consciência da “enorme responsabilidade pelo presente e pelo futuro” do povo do Sudão do Sul, acrescentou.

O Papa agradeceu a participação dos líderes civis e religiosos do Sul do Sudão, tendo dirigido uma saudação ao arcebispo de Cantuária e primaz da Comunhão Anglicana, Justin Welby, que pensou nesta iniciativa, assim como ao ex-moderador Igreja Presbiteriana da Escócia, o reverendo John Chalmers.

“A paz é o primeiro dom que o Senhor nos trouxe e é a primeira tarefa que os chefes das nações devem buscar: ela é a condição fundamental para o respeito dos direitos de todos homens, bem como para o desenvolvimento integral dos povos”, afirmou o Papa

Francisco lembrou que o “grande dom de Deus” que é a paz implica também um “forte compromisso dos homens responsáveis pelo povo”.

O Papa congratulou-se com o acordo de paz a que chegaram as lideranças do país em setembro de 2018 e desejou que “cessem as hostilidades e o armistício seja respeitado”, tendo beijado os pés dos líderes políticos presentes, no fim do encontro.

PR

Partilhar:
Share