Chefe de projectos da Fundação AIS testemunhou a dor desta população

Foto DR – Líbano

Beirute, 30 Set 2020 (Ecclesia) – O chefe de projetos da Fundação AIS, Reinhard Backes, esteve no Líbano após “a brutal explosão” no porto de Beirute (capital do país) e testemunhou várias histórias de cristãos a emigrar que “são de partir o coração”.

A visita, entre os dias 07 e 16 de Setembro, ficou marcada pelas histórias das famílias que se encontram em “situação dramática” neste país que atravessa uma das “mais profundas crises económicas e políticas da sua história recente”, lê-se num comunicado da Fundação AIS

Reinhard Backes, chefe de projetos da Fundação AIS, esteve no Líbano em visita de trabalho para se inteirar das necessidades principais com que se debate a comunidade cristã, especialmente após a brutal explosão no porto de Beirute no passado dia 4 de agosto.

“O encontro com Georges, pai de 4 filhos, que teve de deixar o Líbano emigrando para o Dubai porque já não conseguia sustentar financeiramente a sua família, foi de partir o coração”, diz, em jeito de balanço, Reinhard Backes, sublinhando o impacto terrível que a crise libanesa está a ter nas famílias.

“Isto é demasiado e o país está em grave declínio económico desde há anos e as pessoas já lutavam para sobreviver antes da explosão…”

No entanto, apesar das expectativas de futuro serem muito negras, o responsável de projetos da Fundação AIS encontrou sinais de esperança entre os mais novos.

“O encontro com os jovens católicos que não estão dispostos a desistir”, foi um dos momentos mais importantes da viagem da AIS ao Líbano.

A energia e a solidariedade dos jovens católicos libaneses não conseguiu esconder, porém, a dimensão trágica em que vive a comunidade nos dias de hoje.

“Outro momento muito comovente foi a visita às famílias libanesas mais pobres e aos refugiados sírios, em Beirute e Zahlé”, confessou ainda este responsável internacional da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (FAIS)

A equipa da Fundação AIS procurou inteirar-se da situação geral no Líbano, com especial atenção para a cidade de Beirute por causa dos danos causados pela explosão. Houve dezenas de reuniões e de visitas a igrejas, conventos, mosteiros e outros edifícios pertencentes à comunidade cristã e que ficaram gravemente danificados com a explosão de 4 de agosto.

A ajuda da Fundação AIS – Portugal é um dos países que avançou logo com uma campanha de emergência para a Igreja local – está a revelar-se crucial nestas semanas após a explosão.

LFS

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