Generosidade dos portugueses «voltou a falar mais alto», diz Catarina Martins de Bettencourt

Foto: AIS

Lisboa, 16 jun 2022 (Ecclesia) – A fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) anunciou hoje ter recolhido um valor recorde de donativos em 2021, a nível mundial, de cerca de 133 milhões de euros.

Os números superam os 123 milhões de euros de 2020, num contexto ainda marcado pela pandemia de Covid-19; em Portugal, a AIS “também registou um valor inédito, com aproximadamente 3 milhões e 800 mil euros” de donativos.

Segundo comunicado enviado hoje à Agência ECCLESIA, este montante global “permitiu financiar 5298 projetos em 132 países onde a Igreja sofre mais perseguições ou onde a pobreza é mais extrema, o que significou um apoio direto a 1181 dioceses”.

“Da Albânia ao Zimbabué, a AIS continua a fazer uma diferença real e duradoura na vida dos cristãos em todo o mundo”, disse Thomas Heine-Geldern, presidente-executivo internacional da Fundação.

Com 30,7% das ajudas, África foi a região prioritária, “o que traduz a situação dramática que se vive em muitos países, principalmente nas regiões onde o terrorismo islâmico está a crescer e os cristãos são vítimas de perseguição e violência, por vezes brutal, como acontece por exemplo em Moçambique, Burquina Faso ou na Nigéria”, indica o comunicado.

Já o apoio dado à Igreja na Ucrânia multiplicou-se desde que a guerra começou, a 24 de fevereiro deste ano.

Catarina Martins de Bettencourt, diretora do secretariado nacional da Fundação AIS, destacou os resultados obtidos em Portugal.

“Os benfeitores portugueses da Fundação AIS voltaram a surpreender. Apesar da crise provocada pela pandemia do Coronavírus, a generosidade dos portugueses para com os cristãos perseguidos e a igreja que sofre em tantos lugares do mundo voltou a falar mais alto”, refere, numa declaração enviada à Agência ECCLESIA.

A Fundação AIS está presente com secretariados em 23 países, contando com mais de 347 mil benfeitores.

“Mais de 400 milhões de cristãos vivem em países onde a discriminação e a perseguição são a realidade do dia-a-dia. Em muitos destes países, a ajuda da Fundação AIS é o único apoio para a subsistência da Igreja e das comunidades cristãs”, realça a instituição.

OC

 

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