Solidariedade: Diocese do Funchal acompanha situação na Venezuela e convida comunidades à oração

D. Nuno Brás manifesta «proximidade espiritual» a todas as vítimas dos sismos desta noite

Funchal, 25 jun 2026 (Ecclesia) – O bispo do Funchal manifestou “proximidade espiritual a todas as vítimas da tragédia” dos sismos que atingiram a Venezuela esta quarta-feira, 24 de junho, e numa mensagem convida a diocese à oração pelo povo venezuelano e pelos emigrantes portugueses.

D. Nuno Brás assegura a sua oração por aqueles que perderam familiares e amigos, pelos feridos, por todos os que ficaram sem as suas casas e por quantos se empenham nas operações de socorro e reconstrução na Venezuela, lê-se na mensagem episcopal publicada na página na internet da Diocese do Funchal.

O bispo do Funchal manifesta a sua proximidade espiritual a todas as vítimas dos dois sismos na Venezuela, desta quarta-feira, dia 24 de junho, um de magnitude 7,2, foi registado às 18h04 (hora local), seguindo-se outro sismo de magnitude 7,5.

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, divulgou números provisórios das consequências dos sismos, que tiveram apenas 39 segundos de intervalo, de 32 mortos e mais de 700 feridos, e numa declaração transmitida pela emissora estatal Venezuelana de Televisión que “zona de desastre” para o Estado de La Guaira, no norte do país

A Diocese do Funchal informa que está a acompanhar “com profunda preocupação e tristeza” a situação vivida pelo povo da Venezuela, “particularmente neste momento de sofrimento” com perdas humanas, destruição e “muitas famílias mergulhadas na dor e na incerteza”.

“Convidamos todas as comunidades cristãs da nossa Diocese, de modo especial nas celebrações da Eucaristia dos próximos dias, a elevarem uma prece ao Senhor pelo povo venezuelano e pelos muitos emigrantes portugueses, nomeadamente madeirenses”, acrescenta, na mensagem do bispo do Funchal publicada online.

A Diocese do Funchal lembra que os migrantes portugueses que vivem na Venezuela “enfrentam este tempo de angústia e aflição”, mas também as famílias que “acompanham com preocupação esta situação” à distância.

“Que Nossa Senhora do Monte, Padroeira da Diocese do Funchal, interceda por todos os que sofrem e alcance para a Venezuela o dom da esperança, da solidariedade e da paz.”

Foto: Lusa/EPA

O Governo Regional da Madeira, através de uma nota do seu presidente, manifesta a sua “mais profunda solidariedade para com o povo venezuelano, em particular com as comunidades mais atingidas por esta tragédia”.

“Neste momento de dor e incerteza, dirigimos uma palavra de coragem às autoridades venezuelanas, às equipas de proteção civil, aos profissionais de saúde, aos voluntários e a todos aqueles que se encontram empenhados no apoio às populações afetadas”, refere Miguel Albuquerque.

A Região Autónoma da Madeira está a acompanhar “com grande preocupação” a evolução da situação e expressa “sentidas condolências às famílias das vítimas”, bem como votos de rápida recuperação para todos os feridos e desalojados.

A Madeira mantém “laços históricos, culturais e humanos profundos com a Venezuela”, onde reside uma vasta comunidade com origem neste arquipélago português, por isso, “este acontecimento é sentido de forma particularmente próxima pelo povo madeirense”, acrescenta o presidente do Governo Regional, que está a acompanhar a situação no país sul-americano.

“Que a solidariedade, a união e a determinação do povo venezuelano permitam ultrapassar esta difícil provação, com o apoio da comunidade internacional e de todos os que se associam a este sentimento de fraternidade”, conclui Miguel Albuquerque, na nota de solidariedade, emitida esta quinta-feira, e publicada no Diário de Notícia Madeira.

CB/OC

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