Responsáveis destacam necessidade de maior investimento junto dos menores negligenciados

Lisboa, 28 nov 2022 (Ecclesia) – A Associação ‘Candeia’ e o projeto ‘Amigos p’ra Vida’, ligado a esta Instituição Particular de Solidariedade Social, assumem o objetivo de dar uma “atenção especial” às crianças em situações de fragilidade familiar.

“O projeto ‘Amigos p’ra Vida’ foi pensado para encontrar famílias voluntárias que possam dar e ir ao encontro das necessidades das crianças que só uma família sabe dar”, disse à Agência ECCLESIA Maria Gaivão, coordenadora desta iniciativa.

Estes dois projetos que se relacionam estão apostados “em proteger e promover crianças e jovens”, pistas concretas para “ajudar, acolher e acompanhar em respostas a situações de fragilidade familiar ou social”.

Segundo Miguel Simões Correia, presidente da direção da Associação ‘Candeia’, todas as crianças que estão na instituição “foram retiradas à sua família biológica por muitos motivos, sendo o principal a negligência parental”.

No período em que estão em acolhimento, a ‘Candeia’ trata de “ser uma mão e um ombro amigo para as crianças e jovens”, sublinhou, em entrevista ao Programa ECCLESIA, emitido esta segunda-feira na RTP2.

A Associação ‘Candeia’ e o Projeto ‘Amigos p’ra Vida’ constroem relações com as crianças que estão em acolhimento residencial, protegem e são ajuda na sua vida e das famílias.

“As casas de acolhimento funcionam muito bem, retiram estas crianças do perigo e dão-lhes estabilidade e rotinas boas, mas também sabemos que é necessário um olhar especial”, sublinhou Maria Gaivão que também tem a experinêcia de família de acolhimento.

O projeto ‘Amigos p’ra Vida’ é uma equipa “ainda pequenina e em crescimento” que tem por objetivo angariar famílias, procura-las, selecioná-las com muita responsabilidade sempre em coordenação com as casas de acolhimento porque são elas que sinalizam as crianças e identificam aquelas que têm mesmo necessidade e podem beneficiar de um amigo especial”.

“É uma margem da nossa sociedade que é muitas vezes esquecida e pouco protegida, são crianças que crescem sem aquilo que é elementar, sem um enquadramento familiar estável e real”, disse o presidente da direção da ‘Candeia’.

“Isto de ser ‘Candeia’ desperta o coração para muitas necessidades que os miúdos têm”, frisou Maria Gaivão.

Miguel Simões Correia, com 22 anos de idade, cresceu neste ambiente,  já que os pais são dos fundadores da ‘Candeia – Associação para a animação de crianças e jovens’, afirmando que esta é uma área que “tem poucos recursos e pouca atenção”.

Uma criança quando “está em risco” deve ser tomada alguma medida, “mas isto é uma realidade muito desconhecida do grande público”, realçou, por sua vez, Maria Gaivão.

PR/LFS/OC

Família: Associação «Candeia» e Projeto «Amigos p’ra Vida» criam «relação» com crianças das casas de acolhimento (c/vídeo)

 

 

 

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