Após o apelo que João Paulo II lançou hoje, 2 de Julho, na audiência geral da manhã, a esperança para o povo liberiano pode ter aumentado, embora a situação a situação humanitária permaneça grave, porque a guerra atinge um país muito pobre em que 85% da população vive no limiar da pobreza “Após a trégua declarada pelos rebeldes neste fim de semana, em Monróvia reina uma calma plena de tensão” diz um missionário contactado pela agência Fides, na capital liberiana, no centro dos pesados combates entre as forças do Presidente Charles Taylor e aquelas dos rebeldes do LURD (Liberianos Unidos pela Reconciliação e a Democracia). “O povo tem ainda muito medo. Diversas pessoas deixaram os abrigos e voltaram para casa, sobretudo para evitar que sejam saqueadas. Os bandos de predadores de facto estão descontrolados, sem qualquer governo”. A Igreja é uma das poucas instituições que permaneceram ao lado do povo, e é uma das poucas vozes independentes que permaneceram no País. “As esperanças de todos são confiadas à força de paz que os países estrangeiros deverão enviar para o País”, disse o missionário.
