Páscoa, clonagem, pedofilia e vida terrena de Jesus são alguns dos temas da mais recente edição do site ecuménico “Cristo e a Cidade”, que em Abril assinala o seu segundo aniversário.

No artigo “A Páscoa Cristã”, João Duque diz que este tempo representa “a entrada numa nova dimensão da vida”, que ocorre na extinção física e também na “morte que equivale à doação pessoal e livre da vida própria”.

O autor sublinha que esta transição não é propriedade dos cristãos e está aberta “a todos os humanos que a queiram acolher”.

Luís Silva, que assina a quinta parte do estudo “Clonagem – Dez palavras fundamentais de bioética”, alerta para o facto de a aplicação desta técnica reproduzir “filhos que não têm mãe nem pai, isto é, em rigor, não estamos diante de uma situação de procriação, mas de simples replicação”.

Por outro lado, o artigo salienta que a clonagem “é um processo com muito baixa taxa de sucesso” que exige “muitíssimas tentativas” e implica “elevados custos técnicos e financeiros”.

O estudo “Et Incarnatus Est – A Incarnação no Pensamento de Teilhard de Chardin” salienta a tentação permanente de negar um dos núcleos do cristianismo, que assenta no facto de Cristo ter vivido como qualquer outro ser humano sem deixar de assumir a sua condição de filho de Deus.

Na primeira parte do seu estudo, Bruno Nobre refere que a adesão a esta proposta “não pode fazer-se a não ser por um acto de fé”, mas isso não implica que se deva “desistir de articular o artigo central da fé cristã com a cultura do nosso tempo”.

O texto “Pedofilia: uma traição inqualificável”, de Elias Couto, pretende esclarecer os “títulos da imprensa e insinuações” que visam “implicar Bento XVI nesta questão, pelo menos como protector de pedófilos”.

No entender do autor, o Papa não se deve desviar “um milímetro da dureza com que vem tratando os casos conhecidos e comprovados”.

A edição de Março retoma o tema dos abusos sexuais de menores no artigo “O silêncio e as árvores que caem”, de Passos Silva, e inclui o início do estudo “Poetics and metaphysics: a Blondelian perspective”, de Manuel Sumares.

O site “Cristo e a Cidade” propõe-se participar “de modo exigente e rigoroso” nos debates da sociedade contemporânea, “sem renunciar às exigências da razão nem às da fé cristã”.

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