Foto Lusa

Lisboa, 24 mar 2020 (Ecclesia) – A religiosa portuguesa Maria Lúcia Ferreira, a viver na Síria, teme um cenário de catástrofe no país, onde o primeiro caso de Covid-19 foi confirmado este domingo.

Em mensagem divulgada pela fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), a Irmã Myri, como é conhecida, considera que é quase impossível “controlar a situação”.

“[Este] é um país em guerra, muitos hospitais foram destruídos, há pouco pessoal médico, há muita emigração e não temos os meios, não temos os meios técnicos nem o material para fazer face a uma tal epidemia”, alerta.

A religiosa da Congregação das Monjas da Unidade de Antioquia mostra-se, sobretudo ,preocupada pelas consequências que podem advir se o governo de Damasco impuser, como está a acontecer um pouco por todo o lado, fortes medidas restritivas para as populações, nomeadamente períodos de quarentena em casa.

“As pessoas não têm dinheiro para trazer alimentos para ficarem fechadas em casa durante várias semanas”, explica.

A Irmã Myri tinha alertado para as condições em que se encontram as populações que vivem na zona montanhosa do Qalamoun, uma região tradicionalmente cristã situada perto da fronteira com o Líbano, por causa de um inverno particularmente rigoroso.

Na mensagem, a religiosa portuguesa faz referência ainda a outras situações, pessoas que estão a sobreviver “a pão e água”, e pede a solidariedade e as orações de todos pelo povo sírio.

“Gostava de pedir que nos acompanhassem com a vossa oração por este povo que está realmente na provação”, conclui.

OC

Partilhar:
Share