«É tempo de paz, de trégua, diálogo e justiça» – Conselho Mundial de Igrejas

Cidade do Vaticano, 17 out 2019 (Ecclesia) – O Conselho Mundial de Igrejas (CMI) e o Conselho das Igrejas Cristãs do Oriente Médio apelaram ao fim da operação militar turca contra os curdos, no nordeste da Síria, alertando para as consequências humanitárias.

“O povo sírio já sofreu demasiados conflitos, derramamento de sangue, destruição e deslocamentos. É tempo de paz, de trégua, diálogo e justiça para as vítimas das atrocidades perpetradas nestes anos catastróficos de violência”, disse o secretário-geral do conselho ecuménico.

Na informação divulgada pelo sítio online Vatican News, o reverendo Olav Fykse Tveit afirma que as Igrejas do mundo “pedem o fim do conflito, dos combates, do caos da morte e dos sofrimentos” do povo sírio.

O Conselho das Igrejas do Oriente Médio, membro do CMI, manifestou “dor e apreensão” pelas operações militares da Turquia no nordeste do território sírio, e com os confrontos entre manifestantes e forças da ordem recentemente no Iraque.

Neste contexto, pedem o fim de “toda e qualquer forma de violência” e que “seja garantida a proteção da dignidade humana de todos” e lembram o “direito dos povos à autodeterminação”, com os valores do amor, da justiça, dos direitos humanos e “da responsabilidade comum na construção da paz”.

Os líderes cristãos do Oriente Médio alertam para as “graves repercussões sobre a integridade territorial” daqueles países com este ataque que agrava também as emergências humanitárias pelos milhões de refugiados e deslocados em toda a região.

O Vaticano adianta que o comunicado termina com um apelo à consciência de todos, para que as partes envolvidas deem fim ao “ciclo da guerra e da violência na abençoada região do Oriente”.

Segundo a ONU, mais de 130 mil pessoas deixaram as suas casas nas cidades de Tal Abyad e Ras al-Ain, desde que a ofensiva turca começou no nordeste da Síria, na quarta-feira dia 9 de outubro, informou a ONU (Organização das Nações Unidas), no dia 13.

Neste domingo, o Papa Francisco apelou ao diálogo para superar os conflitos que afetam a Síria.

“O meu pensamento vai mais uma vez para o Médio Oriente, em particular para a amada e martirizada Síria, de onde chegam de novo notícias dramáticas sobre a sorte das populações do nordeste do país, obrigada a abandonar as próprias casas por causa das ações militares”, denunciou, antes da recitação da oração do ângelus, na Praça de São Pedro.

CB

 

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