Forças opositoras ao regime de Bashar al-Assad cortaram abastecimento de água à cidade, que é composta por dois milhões de habitantes

Lisboa, 14 mai 2014 (Ecclesia) – A comunidade religiosa dos Maristas presente em Alepo, na Síria, lançou um pedido de ajuda a todas as instâncias internacionais, incluindo as de Portugal, para porem fim ao sofrimento das populações locais, atingidas pela guerra civil.

Num texto publicado através da internet, e partilhado pela congregação marista portuguesa, o irmão Georges Sabe chama a atenção para as dificuldades “terríveis” que estão a passar cerca de dois milhões de pessoas.

Um sofrimento que no início deste mês conheceu contornos ainda mais graves, já que as forças rebeldes, contrárias ao regime do presidente sírio Bashar al-Assad, “cortaram” o fornecimento de água à cidade.

“Não é possível calar sem ser cúmplices” daquilo que estão a passar os habitantes de Aleppo, “recém-nascidos, crianças, jovens adultos e idosos”, realça o religioso.

George Sabe pede aos portugueses para que ajudem, difundindo a situação daquelas pessoas junto dos “políticos, dos media, das associações humanitárias mundiais e locais”, fazendo “campanha nas redes sociais”.

“Desde o mais profundo gritamos com o pouco de voz que nos resta, ajudai-nos a escolher a vida e não a morte”, exorta o membro da congregação marista, que tem procurado despertar consciências através da página da comunidade religiosa de Alepo no facebook.

Segundo a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos, com sede no Reino Unido, os combates entre as tropas do governo de Bashar Al-Assad e forças opositoras ao regime, que duram há mais de três anos, já provocaram 150 mil mortos, incluindo 7985 crianças, e milhões de refugiados e deslocados.

JCP

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