Encontro diocesano com animadores de jovens – Agentes Educativo-Pastorais – marca passagem para Almada

Colégio Minerva, Barreiro; Foto Paróquia de Palhais/Santo António

Barreiro, 17 nov 2022 (Ecclesia) – A Vigararia do Barreiro-Moita, na Diocese de Setúbal, despede-se hoje dos dois símbolos da Jornada Mundial da Juventude, que vão peregrinar para as paróquias de Almada, com a “expectativa” do grande encontro que vai acontecer em agosto de 2023.

“É uma oportunidade que nunca mais se repetirá na vida, e estamos muito animados com esta grande surpresa que Deus nos dá para vivermos no próximo 2023, a Jornada”, disse o padre Tiago Veloso à Agência ECCLESIA.

O pároco de Palhais/Santo António realça a “expectativa” para a primeira edição internacional de uma Jornada Mundial da Juventude (JMJ) em Portugal, “depois de dois anos fechados em casa em pandemia”.

“Agora as portas abrem, a luz de Cristo entra, será uma oportunidade que vamos viver ao máximo, caminhando juntos até Jesus, atrás da cruz, atrás de Maria. Vai ser do outro mundo”, acrescentou o missionário Passionista.

Liliana Alves, do Departamento da Juventude da Diocese de Setúbal, explicou que para alguns jovens a JMJ Lisboa 2023 “ainda é uma coisa distante”, mas considera que, a presença dos dois símbolos – a Cruz e o ícone de Nossa Senhora ’Salus Populi Romani’ – “despertou mais interesse”.

“Esta chegada dos símbolos tornou mais real a proximidade da Jornada. Penso que estarão expectantes com o que será este encontro com o Papa e o que é que esta Jornada trará para vida deles”, acrescentou a responsável pelo acompanhamento do Departamento da Juventude na Vigararia Barreiro-Moita.

Os dois símbolos despedem-se hoje da Vigararia do Barreiro-Moita, onde peregrinaram desde domingo (13 de novembro), e Tiago Alves esteve com a Cruz e o ícone de Maria todos os dias.

O jovem da Paróquia de Santa Maria, no Barreiro, nunca participou numa edição internacional da Jornada Mundial da Juventude e considera que a JMJ Lisboa vai ser “uma experiência única”, entre 1 e 6 de agosto de 2023.

“Não sei bem do que estou à espera porque não foi vivido ainda cá e vamos à procura de novas experiências e que corra tudo bem”, acrescentou.

Para Ana Ramos, escuteira do Agrupamento 76 Moita, este encontro mundial de jovens em Portugal “vai ser mesmo muito grande e mesmo impactante”, não só para Lisboa, a diocese escolhida, mas para “toda a comunidade à volta”, como Setúbal, que também é diocese de acolhimento da Jornada.

“As pessoas começam muito a vibrar e a querer participar, a querer ajudar, e isso é uma parte muito importante também para as pessoas começarem a ficarem entusiasmadas e começarem a caminhar para o grande evento que será em agosto”, desenvolveu.

Paróquia da Baixa da Banheira; Foto: Agência ECCLESIA/CB

Ana Ramos também é chefe de Equipa de voluntários para a JMJ Lisboa 2023 na Paróquia da Moita e explica que para “cativar” a comunidade é preciso “fazer que as pessoas entendam que vai ser uma experiência única e marcante”.

“E ao participarem nela, como voluntários, é uma vivência que vão levar para a vida. É um bocadinho aquilo que cada um sente e acha que consegue dar à JMJ, no meu caso partiu da vontade de fazer parte deste evento único”, realçou à Agência ECCLESIA.

Liliana Alves participou nas últimas duas edições da JMJ no continente europeu, em Madrid (Espanha, 2011) e Cracóvia (Polónia, 2016) e uma edição em Portugal “é um bocadinho diferente das outras vezes”, onde foi participar, “ir à descoberta, principalmente na primeira, ia caminhando com os jovens”.

“Aqui é numa perspetiva mais de receber jovens, receber o que vêm de fora, e toda esta logística de preparação não tem sido propriamente fácil mas vamos caminhado e também nos faz crescer e perceber o nosso lugar na Igreja”, acrescentou a responsável que pertence à Paróquia de Santa Maria.

No contexto da vivência que está a ser feita para a JMJ Lisboa, o padre Tiago Veloso recorda que, no mês de agosto, jovens da Paróquia Palhais/Santo António viveram “uma espécie de intercâmbio com uma paróquia de Itália, para ligar os motores”.

“No próximo ano, no contexto desse intercâmbio, vamos, a partir de 27 de julho, receber na paróquia aproximadamente 600 jovens de todo o mundo para vivermos uma espécie de pré-jornadas, para festa e, sobretudo, para equipar os jovens para ficarem preparados para falar de Jesus aos outros, torna-los pequenos evangelizadores nos seus contextos locais e escolares”, desenvolveu.

O último momento da peregrinação da Cruz e do ícone de Nossa Senhora ’Salus Populi Romani’ na Vigararia do Barreiro-Moita é um encontro diocesano com os Agentes Educativo-Pastorais (animadores de jovens), esta noite, a partir das 21h15, na igreja de Santa Maria do Barreiro.

A passagem dos símbolos pela diocese sadina vai estar em destaque na emissão deste domingo do Programa ECCLESIA, na Antena 1 da rádio pública (06h00).

CB/OC

 

Barreiro/Moita: Vigararia sadina começou peregrinação dos símbolos da JMJ num «templo do comércio, do negócio» (c/vídeo)

 

 

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