Trabalho da organização católica foi elogiado nas celebrações deste domingo

Lisboa, 28 fev 2021 (Ecclesia) – O cardeal-patriarca assinalou hoje o início da Semana Nacional Cáritas, apelando a uma “grande frente da caridade” para responder à crise provocada pela pandemia.

D. Manuel Clemente falava durante a Missa do segundo domingo da Quaresma, na Paróquia de Cristo-Rei, Portela de Sacavém, com transmissão televisiva.

O responsável elogiou o papel da Cáritas, “grande organização da Igreja”, considerando que a mesma presta um serviço “redobrado”, em tempos de pandemia, a nível nacional e em cada diocese.

O cardeal-patriarca convidou à oração e solidariedade dos católicos, “para que a resposta possa ser cabal”, face às necessidades crescentes provocadas pela Covid-19.

D. Manuel Clemente sublinhou que, em várias dioceses, a Cáritas vai receber os donativos da renúncia quaresmal.

Semana Nacional Cáritas, de hoje até 7 de março, vai decorrer pelo segundo ano consecutivo sem o tradicional peditório público, uma das suas principais fontes de receita; a organização católica optou por lançar um peditório online.

“Em 2020 e em 2021 não é possível realizar este peditório, que permite reforçar a nossa ação junto dos mais vulneráveis”, assinala a Cáritas Portuguesa, que apoia, em média, cerca de 100 mil pessoas por ano.

Em Aveiro, D. António Moiteiro disse que esta semana é tempo de “mais partilha”.

“Partilha para com os que sofrem, para com os mais pobres, aqueles que são nossos irmãos”, precisou o bispo diocesano.

Também o bispo de Vila Real assinalou o início desta semana dedicada à organização católica de solidariedade e ação humanitária.

“Todos somos convidados a ajudar mais a Cáritas, para que ela possa ajudar mais tantas famílias – e são cada vez mais – que passam necessidade”, declarou D. António Augusto Azevedo.

No Algarve, o bispo diocesano assinalou o Dia de Baden-Powel, fundador do Escutismo, saudando os cerca de 1800 membros do Corpo Nacional de Escutas na região, distribuídos por 33 agrupamentos.

D. Manuel Quintas elogiou o contributo “tão importante” deste movimento na formação de muitas gerações e deixou uma mensagem de esperança, face às dificuldades levantadas pelo confinamento, que impedem as atividades caraterísticas do Escutismo.

A mesma intenção esteve presente na Missa presidida por D. António Marto, a partir do Seminário de Leiria.

Com o lenço escutista, o cardeal evocou o “sonho” de Baden-Powell, que deu origem a um “grande e belo movimento”, desafiado agora pela Covid-19.

“Não deixemos que a pandemia apague este sonho tão belo”, pediu.

“Vamos sonhar juntos, vamos fazer nosso o sonho de Jesus num mundo melhor”, apelou ainda.

O Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) vai debater a 9 março novas orientações sobre as celebrações públicas da Missa, suspensas a 21 de janeiro na sequência do agravamento da pandemia de Covid-19 no país.

OC

Partilhar:
Share