Sé de Castelo Branco como nova

A Sé está como nova. Desde Maio passado que se notam os melhoramentos. A inauguração aconteceu agora, tendo as diversas entidades envolvidas na operação elogiado o restauro. A recuperação quer interior quer exterior do edifício da Sé de Castelo Branco foi efectuada recentemente, tendo a inauguração desses trabalhos de conservação e valorização ocorrido na passada quinta-feira, dia 21. Esta intervenção teve como base um protocolo entre a Câmara de Castelo Branco, o Instituto Português do Património Arquitectónico (Ippar) – que supervisionou todos os trabalhos – e a Fábrica da Igreja de S. Miguel da Sé. Devolver ao templo a dignidade que já deteve anteriormente foi a meta traçada por todas as partes envolvidas nesta operação, o que foi conseguido, de acordo com as palavras proferidas pelos responsáveis das mesmas na passada quinta-feira. Para o padre Martinho Mendonça, Pároco da Sé, “foi fundamental o papel desempenhado por todos os anteriores párocos”, que sempre se bateram pela necessidade destas obras. Elogiando o trabalho de parceria com as entidades que as suportaram, destacou a importância da intervenção efectuada, tendo em conta “o bem-estar dos cidadãos e a defesa dos valores” que lhe está inerente. “A Sé estava mesmo necessitada de uma requalificação integral, só que a fábrica da igreja não tinha os meios disponíveis para avançar sozinha neste projecto, pelo que com a participação do Ippar e da Câmara, em estreita colaboração com a Diocese e a Paróquia, conseguimos chegar a bom porto”, disse. Apesar de a inauguração apenas ter tido lugar na passada semana, o certo é que aquele espaço de culto já está a ser utilizado desde Maio deste ano, precisamente um ano e meio depois de as obras se terem iniciado (Novembro de 2003). Para resolução futura, que se espera breve, ficou a Capela do Santíssimo, por não fazer parte do projecto inicial. Martinho Mendonça explicou isso mesmo a uma plateia de mais de uma centena de pessoas que não quis faltar ao evento, esclarecendo que “o projecto de candidatura para que essa intervenção seja efectuada já está a ser elaborado, pelo que no próximo ano a Capela do Santíssimo começa a ser intervencionada”. Morão lembra Santa Maria O presidente da Câmara de Castelo Branco demonstrou a sua satisfação pela feliz conclusão destes trabalhos e nas palavras que proferiu fez questão de lembrar que “há quatro anos também tivemos um papel relevante noutro importante benefício para a comunidade católica albicastrense – a conclusão das obras da Casa de Santa Maria”. Sobre a Sé, o edil recorda “os muitos anos em que se falou de que esta catedral precisava de obras… desde a primeira hora que tomámos conhecimento deste assunto que nos preocupámos com a sua resolução e diligenciámos no sentido de que os poderes públicos não só se interessassem pela sua requalificação como se mostrassem disponíveis para a financiar”. Assim, os custos desta intervenção, avaliada em 1,5 milhões de euros, foram suportados em partes iguais pela autarquia e pelo Ippar. “Temos de saber encontrar os parceiros ideais para ajudarmos a nossas comunidades e, sendo assim, desta feita não foi preciso andar a realizar peditórios para levarmos por diante os nossos objectivos… não era justo que isso acontecesse, as pessoas já andam com dificuldades”, explica o autarca. Também o presidente do Ippar e o representante do Bispo da Diocese (cónego Lúcio Alves) alinharam pelo mesmo diapasão. O primeiro sublinhando que “o património arquitectónico também ganha mais valor quando se encontra ao serviço das pessoas” e o segundo aludindo ao tempo em que ali foi pároco – “lembro-me de que havia telas rasgadas e por isso hoje sinto-me muito feliz” – para acrescentar que “a Igreja, por promover as pessoas e a cidadania, é merecedora deste reconhecimento e desta obra”. Para o cónego Lúcio Alves, a Igreja tem acompanhado o crescimento desta cidade ao longo das últimas décadas e por isso a sua presença física infraestrutural é hoje uma realidade nos diversos bairros (S. José Operário, Santiago, Nossa Senhora de Fátima e Nossa Senhora do Valongo). Ficou o desafio: “As quintas das Violetas e da Carapalha estão a necessitar que se olhe para elas também neste aspecto”. José Júlio Cruz, jornal Reconquista

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