Santa Sé preocupada com as «tragédias» que atingem a juventude mundial

A Santa Sé pediu às Nações Unidas que identifique e dê resposta às problemáticas que enfrentam os jovens no mundo, lembrando que 200 milhões vivem na pobreza, 130 milhões são analfabetos, 88 milhões estão desempregados e 10 milhões vivem com HIV/Sida. «A Santa Sé alenta a ONU a continuar a identificar as necessidades das pessoas jovens do mundo, especialmente dos mais pobres e fracos entre eles», disse o chefe da delegação católica, sugerindo à organização um trabalho conjunto «com a comunidade internacional para desenvolver respostas realistas, apropriadas, imediatas e a longo prazo». A população mundial entre os 15 e 24 anos aproxima-se dos 1,15 mil milhões (18% do total) e 85% dos jovens do mundo vivem em países em vias de desenvolvimento. As crianças com menos de 15 anos representam outros 30% da população mundial total, pelo que os menores de 24 anos representam quase metade da população mundial. Comentando na ONU o Programa de Acção Mundial para os Jovens, a delegação da Santa Sé revelou que segue atentamente o desenvolvimento desse programa, que assinala dez áreas de acção relativas a temas que afectam os jovens («pobreza», «educação», «emprego», «os jovens e o meio ambiente», «distribuição», «os jovens e a sua participação na adopção de decisões», «saúde», «drogas», «delinquência juvenil», «a criança e a mulher jovem»). A estas áreas foram acrescentadas outras cinco: globalização», «tecnologia da informação e a comunicação», «o vírus da imunodeficiência humana/síndrome de imunodeficiência adquirida (HIV/Sida) e os jovens», «os jovens e os conflitos» e «relações inter-geracionais». Francisco Dionísio, chefe da delegação católica, expressou a sua oposição ao uso da expressão “saúde sexual e reprodutiva”», contida no relatório apresentado na sessão. «A minha delegação entende a expressão como uma promoção holística da saúde de mulheres, homens, jovens e crianças. Não toma em conta o aborto ou o acesso ao aborto como uma dimensão destes termos», apontou Francisco Dionísio.

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