Partimos esta noite do Evangelho da II Semana da Quaresma, o relato da transfiguração de Jesus perante os discípulos Pedro, Tiago e João, no texto de São Mateus que, no final são advertidos para não contarem a ninguém o que viram.
Nem sempre estamos preparados para o que vemos, adverte a professora Helena Valentim: o sofrimento é um enigma, algo insólito e profundamente perturbador.
Eram olhares anónimos que acompanhavam Jesus até ao calvário – como se inquietavam perante o sofrimento?
Essa é uma interrogação que podemos continuar a colocar: perante o sofrimento que diante dos nossos olhos e que desfila nos nossos ecrãs, como vemos esse mistério? Como uma «emoção instável», segundo Susan Sontag, que provoca um emoji, ou com compaixão que entende que a morte e o sofrimento não têm a última palavra?

 

 

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